Símbolo de Maringá, ipês-roxos estão entre as espécies de árvores mais numerosas da cidade
Pico da florada acontece entre maio e agosto e colore as ruas da cidade.
Todos os anos, a época das floradas dos ipês-roxos deixa o caminho de quem passa por Maringá mais florido entre o fim de maio e o início de agosto. Não é difícil encontrar um exemplar das árvores pelas ruas, já que a espécie é uma das mais comuns encontradas na cidade.
De acordo com o Instituto Ambiental de Maringá (IAM), existem 9.693 ipês-roxos no município, a terceira espécie mais comum e a cor mais predominante entre os ipês. Os amarelos são 2.702; os brancos, 3.672; e os rosas, 1.819.
Apesar de colorir a cidade apenas dois meses por ano, a árvore faz parte da identidade de Maringá e o ipê-roxo foi instituído como árvore-símbolo ecológica do município por meio da Lei nº 7.357/2026.
De acordo com o engenheiro florestal do IAM, Maurício Bonesso Sampaio, a espécie é nativa das florestas da região e exerce um papel importante no equilíbrio ambiental. “As flores dos ipês-roxos oferecem recursos para a fauna, principalmente para abelhas nativas e aves, como os beija-flores”, explica.
Arborização maringaense
A Cidade Verde tem a sibipiruna como espécie mais comum encontrada, com 33.665 exemplares, seguida pelo oiti, com 21.850.
O ipê-roxo aparece em terceiro lugar, com 9.693 árvores, seguido pela aroeira-chorão, com 5.221, e a tipuana, com 5.020.
Completam a lista das espécies mais numerosas a falsa-murta, com 4.044 exemplares, o ipê-branco, com 3.672, o alecrim, com 3.432, o ipê-amarelo, com 2.702, e a pata-de-vaca, com 2.677.
Onde encontrar
É possível conferir as ruas e avenidas da cidade com a maior presença das árvores floridas por meio do mapa interativo “Caminho dos Ipês”, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM).
A ferramenta indica onde encontrar cada cor das árvores — roxo, rosa, amarelo ou branco.