EDUCAÇÃO

UEM reestrutura curso de Design com nova matriz curricular e mudança de turno

Nova estrutura amplia áreas de formação para além de Projeto de Produto.

UEM reestrutura curso de Design com nova matriz curricular e mudança de turno
O bacharelado em Design é presencial, tem duração de quatro anos e oferece 40 vagas anuais no Campus Regional de Cianorte. - Foto: Ilustrativo
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A habilitação específica em Projeto de Produto deixará de definir o curso de Design da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Campus Regional de Cianorte, a partir de 2027.

Com a reformulação, os estudantes terão contato com diferentes áreas do Design ao longo dos quatro anos de graduação.

A mudança ocorre às vésperas dos 25 anos do curso, implantado em 2002, e acompanha as transformações do mercado profissional, no qual a atuação do designer se expandiu significativamente.

“Desde a abertura do curso, o mundo mudou muito”, resume o professor Marcelo dos Santos Forcato, que assumirá a coordenação. Segundo ele, as transformações tecnológicas, sociais, ambientais e econômicas das últimas décadas motivaram a revisão do Projeto Pedagógico.

Embora Projeto de Produto continue na grade curricular, a área deixa de ser a única habilitação do diploma. Com a nova matriz, os alunos terão contato com frentes como comunicação visual, interfaces digitais, serviços, experiências, sistemas sustentáveis e inovação social.

“O campo do Design contemporâneo tem se caracterizado cada vez mais por abordagens transversais, nas quais os limites entre as áreas tradicionais se tornam mais fluidos”, explica Forcato.

A organização dos quatro anos de graduação reflete essa nova abordagem. As disciplinas práticas articulam os conteúdos teóricos e avançam, ao longo do curso, por temas como Design Inclusivo, interfaces, sustentabilidade e cenários futuros.

Também estão previstos conteúdos voltados à acessibilidade, experiência do usuário (UX), interação entre pessoas e sistemas digitais e tecnologias emergentes, além de disciplinas optativas.

Na prática profissional, essas áreas costumam se cruzar. Forcato cita o setor automotivo como exemplo: o projeto pode abranger a carroceria, os materiais e a ergonomia, além das interfaces digitais do painel.

“Além do design de produto, isso envolve design de interação, digital, gráfico, interação humano-computador e experiência do usuário”, afirma o professor, destacando que egressos da UEM já atuam nesse segmento.

A extensão universitária passa a integrar a grade curricular, somando-se a iniciativas consolidadas do curso, como a empresa júnior Carimba, o Fab Lab Design UEM e o projeto Design para Todos. Os estudantes também contam com laboratórios de informática, prototipagem e espaços de experimentação. A proposta busca preparar profissionais para resolver problemas complexos.

“Queremos formar designers capazes de compreender demandas multidisciplinares e desenvolver soluções inovadoras, sustentáveis e socialmente responsáveis”, destaca Forcato.

Outra novidade para 2027 é a mudança de turno. Com as aulas concentradas no período da manhã, os estudantes poderão utilizar o contraturno para estágios, pesquisas e projetos de extensão.

O bacharelado em Design é presencial, tem duração de quatro anos e oferece 40 vagas anuais no Campus Regional de Cianorte.

O curso integra o Vestibular de Verão 2026 da UEM, que está com inscrições abertas até 23 de setembro pelo site da Comissão do Vestibular Unificado (CVU).

Universidade Estadual de Maringá