Samba de Oyá abre oficinas gratuitas de canto, percussão e instrumentos em Maringá
Vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas por formulário online.
Estão abertas as inscrições para as oficinas do Samba de Oyá, projeto que promove um ciclo gratuito de formação em samba. A programação reúne oficinas de canto, percussão, instrumentos de cordas e sopro com vagas destinadas exclusivamente a mulheres.
A oficina de cordas é destinada a pessoas com nível intermediário, as demais não exigem experiência prévia. Para as atividades de cordas e sopro é necessário que cada participante possua seu próprio instrumento.
Os encontros acontecem aos sábados, das 9h às 12h, na Casa Luanda, em Maringá, entre os dias 4 de julho e 22 de agosto, com um festejo de encerramento no dia 5 de setembro.
Sobre o projeto
Coordenado por Laís Fialho e Maré das Águas, o projeto tem como objetivo viabilizar, fortalecer e ampliar a participação e a permanência de mulheres no samba.
A inspiração para esta edição parte da música “Sai de Baixo”, eternizada na voz de Clementina de Jesus, uma das vozes mais poderosas da cultura afro-diaspórica brasileira. Neta de pessoas escravizadas, Clementina foi guardiã de jongos, sambas, cantos de trabalho e outras tradições ancestrais.
Apesar de sua importância para a cultura popular brasileira, teve reconhecimento artístico apenas aos 61 anos, após uma vida marcada pelo trabalho doméstico e pelas desigualdades que historicamente limitaram o acesso das mulheres negras aos espaços de visibilidade.
“Essas e tantas outras histórias informam a importância de iniciativas que propõem formação, fortalecimento de trajetórias, troca de saberes e vivência coletiva a partir de uma perspectiva afrocentrada e feminina”, comentam as organizadoras.
O projeto é realizado com recursos do Fomento Aniceto Matti.
Inscrições
As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas e se o número de inscrições ultrapassar o limite de vagas, terão prioridade as mulheres negras, mulheres de axé e mulheres trans. Clique aqui para se inscrever.
Mais informações pelo Instagram @casaluandaafrocultural
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