INSS amplia lista de condições que permitem auxílio e aposentadoria sem carência
Ao todo, 18 doenças e condições dispensam pagamento mínimo de contribuições. Veja quais.
Em portaria publicada no Diário Oficial da União, o Ministério da Previdência Social ampliou para 18 o número de doenças e condições que têm direito ao auxílio por incapacidade temporária ou à aposentadoria por incapacidade permanente isentos de carência.
Ou seja, pessoas com as condições que fazem parte da lista conseguem receber benefícios sem a necessidade de 12 contribuições à Previdência Social.
Desde quando surgiu, em 1991, por meio da Lei nº 8213, o rol passou por duas ampliações. Em 2022, foram incluídos casos graves de acidente vascular encefálico agudo e abdome agudo cirúrgico e, neste ano, gestações de alto risco também passaram a fazer parte da relação.
Confira a lista completa:
- tuberculose ativa;
- hanseníase;
- transtorno mental grave, desde que cursando com alienação mental (estado de comprometimento psicológico que impede a pessoa de exercer as atividades no dia a dia);
- neoplasia maligna;
- cegueira;
- paralisia irreversível e incapacitante;
- cardiopatia grave;
- doença de Parkinson;
- espondilite anquilosante;
- nefropatia grave;
- estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
- síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);
- contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;
- hepatopatia grave;
- esclerose múltipla;
- acidente vascular encefálico (agudo);
- abdome agudo cirúrgico;
- gestação de alto risco.
O INSS ressalta que todas as 18 doenças somente são enquadradas como isentas de carência quando apresentarem quadro de evolução aguda e quando atendem a critérios específicos de gravidade. Portanto, é preciso que a documentação a ser apresentada comprove a incapacidade.
Para fins de aplicação, o instituto define:
- quadro clínico de evolução aguda: doença ou afecção de instalação súbita, excluindo-se os episódios agudos de doenças crônicas;
- critério de gravidade: risco iminente de morte ou de perda da função de órgão ou sistema que requer cuidado de natureza clínica ou cirúrgica, podendo apresentar instabilidade das funções vitais e necessidade de substituição artificial de funções.