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Copa do Mundo: 23% dos jogadores nasceram em um país, mas defendem outro

Quase todos os jogadores da equipe de Curaçao, por exemplo, nasceram na Holanda. Saiba mais.

Copa do Mundo: 23% dos jogadores nasceram em um país, mas defendem outro
Dos 26 convocados de Curaçao, 25 nasceram na Holanda. - Foto: Reprodução/Instagram
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A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já é marcada por ser a maior da história, com a presença de 48 países, mas há outro número inédito no Mundial deste ano: dos 1.248 jogadores, 258 defendem uma nação diferente do que nasceram, o que representa cerca de 23% dos participantes

A equipe de Curaçao é a que melhor demonstra esses dados. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda, colonizadora da ilha localizada no Caribe.

Nascidos em um lugar, jogando por outro

Os jogadores podem escolher representar outro país por dupla cidadania, laços familiares ou naturalização e vínculos de residência.

Com o crescimento na diversidade das origens dos atletas, a Fifa aumentou a flexibilidade em relação à escolha de qual país representar. Agora, jogadores com menos de 21 anos podem optar por defender outro país se tiverem jogado menos três ou menos partidas por cada um deles e nenhuma em grandes torneios, como uma Copa do Mundo.

Jogadores com origens múltiplas podem se beneficiar desta regra. O astro do futebol inglês Declan Rice já jogou pela Irlanda, enquanto Michael Olise nasceu em Londres, tem pai britânico-nigeriano, mãe franco-argelina e poderia escolher entre quatro países: Inglaterra, Nigéria, França e Argélia. Optou pela França.

Um dos destaques da seleção norueguesa também poderia jogar por outro país. O centroavante do Manchester City, Erling Haaland, nasceu na Inglaterra quando seu pai, Alf-Inge Haaland, jogava pelo Leeds United.

Já o sueco Yasin Ayari abriu o placar contra a Tunísia em seu jogo de estreia na Copa, mas não comemorou em respeito ao país de origem do pai.

Também há nascidos no Brasil que estão defendendo outras seleções. É o caso de Maurício, meia-atacante do Paraguai; Matheus Nunes, volante de Portugal; e Lucas Mendes, lateral do Catar.

Em contrapartida, oito nações têm 100% dos convocados nascidos apenas em seu território. É o caso de Brasil, África do Sul, Tchéquia, Colômbia, Suécia, Arábia Saudita, Áustria e Panamá.

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Por Vanessa Santa Rosa