JUSTIÇA

Ministério Público pede exoneração de 25 assessores da Câmara de Maringá

Promotoria destaca duas ilegalidades na criação dos cargos.

Ministério Público pede exoneração de 25 assessores da Câmara de Maringá
Em julho de 2025, a Câmara de Maringá criou 23 novos cargos de assessores parlamentares: um para cada Gabinete de Vereador e dois para o Gabinete da Presidência. - Foto: Divulgação
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O Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública acionou o Ministério Público (MP) para exoneração de 25 cargos comissionados na Câmara Municipal de Maringá. De acordo com a denúncia do MP, foram identificadas duas ilegalidades na criação dos cargos.

A primeira diz respeito a desproporcionalidade entre servidores efetivos do Poder Legislativo municipal em relação ao número de cargos comissionados.

A equivalência deveria ser de 50% para 50%, mas, com o atual número, os comissionados representam 64% da estrutura administrativa.

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Outra ilegalidade identificada foi a falta de assinatura de um dos membros da Mesa Executiva da Câmara no projeto de lei — especificamente do 1º secretário, Mário Hossokawa.

A promotoria destaca que para um projeto sair da Mesa Diretora, é necessário a assinatura de todos os membros, sem exceções.

Criação dos cargos

Em julho de 2025, a Câmara de Maringá criou 23 novos cargos de assessores parlamentares: um para cada Gabinete de Vereador e dois para o Gabinete da Presidência, sendo um assessor e um diretor.

Os salários definidos foram de R$ 9.748,85 para Assessor Parlamentar e R$14.081,69 para Diretor Executivo do Gabinete da Presidência.

O projeto de lei de autoria da Mesa da Câmara tramitou em regime de urgência e foi aprovado por 16 votos a favor e 7 contra. Sem sanção ou veto do Executivo, o projeto retornou à Câmara e foi promulgado.

Em nota à imprensa, o órgão público destaca que “já houve decisão judicial sobre o mesmo tema” e que “o processo legislativo é de competência exclusiva da Câmara Municipal”. Confira na íntegra:

O Setor Jurídico da Câmara Municipal de Maringá é o órgão técnico responsável pela análise da ação em questão, cabendo à instituição a devida apreciação da documentação apresentada.

A Câmara Municipal informa que realizará a análise dos documentos pertinentes, dentro dos trâmites legais.

Ressalta-se que já houve decisão judicial anterior sobre o mesmo tema. Nessa sentença, foi reconhecido que o processo legislativo é de competência exclusiva da Câmara Municipal, sendo a sentença mantida pelo Tribunal de Justiça, em reexame necessário, a qual segue anexa para conhecimento.

A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às decisões judiciais vigentes.

Mais informações serão divulgadas em breve.

Maringa.Com
Por Gabrielle Nascimento