CIDADE

Quase 30 mil pessoas assistem à encenação da Paixão de Cristo

Cerca de 30 mil pessoas assistiram, entre quarta-feira (12) e sexta-feira (14) da semana passada, à encenação da Paixão de Cristo, apresentada em um palco gigante ao lado da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

Para o arcebispo metropolitano de Maringá, Dom Anuar Battisti, a presença do público, e o desempenho dos atores, saídos da própria comunidade católica, foram muito importantes para a representação de algumas das cenas mais importantes docristianismo.

O arcebispo avalia a encenação da Paixão de Cristo como um momento de fé e de evangelização.

A montagem, tradicional, foi assistida inclusive por pessoas vindas de toda a região.

Para Dom Anuar a encenação fortalece os laços cristãos da Semana Santa.

A Paixão de Cristo é encenada em Maringá, há dez anos.

Desde 2004, deixou de ser paroquiana para ganhar a praça da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória.

Este ano foi a primeira vez que ela foi encenada em três sessões, a pedido do prefeito Silvio Barros.

Para o diretor da peça, Anselmo José, o público atendeu às expectativas ao comparecer em massa nas três apresentações.

Entre elenco, assistentes e equipe técnica, mais de 250 pessoas trabalharam com a montagem e apresentação da peça.

A cenografia, guarda-roupa, iluminação e maquiagem foram elaborados por maringaenses.

Duas composições, a da abertura e da Santa Ceia, são de autoria de moradores da cidade, ligados à Renovação Carismática.

A da abertura, em hebraico, foi composta tendo como base o Salmo 118.

“Foi, inclusive, feita uma pesquisa sobre a forma de pronunciar as palavras”, conta o diretor.

A Encenação da Paixão de Cristo deste ano foi realizada graças a uma parceria entre a Prefeitura de Maringá, por meio das Secretaria da Cultura, o Serviço Social do Comércio (Sesc), a Renovação Carismática Católica e parceiros da iniciativa privada.

Preparativos: a Encenação da Paixão de Cristo é preparada durante todo o ano.

A primeira etapa para a execução do projeto é a transcrição dos quatro evangelhos, do Novo Testamento, para uma linguagem mais popular.

A segunda fase consiste na gravação dos diálogos criados pelo diretor da peça.

O áudio é preparado em estúdio, com as falas das personagens principais.

Várias reuniões preparatórias são realizadas, com os artistas e com a equipe técnica.

Depois ocorrem os ensaios com os personagens principais.

Por fim, são feitos os últimos ensaios, com toda a equipe.

De acordo com Anselmo José, todas as etapas são importantes para haver sincronia nas apresentações e para que o público possa contar com um espetáculo de alto nível técnico.

Pmm