Ginecologista de Maringá é condenado a 20 anos de prisão por violência sexual contra pacientes
Sentença também determinou a perda do cargo público como professor da UEM e pagamento de multa para cada uma das vítimas.
O ginecologista Hilton José Pereira Cardim foi condenado a 20 anos de prisão por violar sexualmente pacientes no consultório particular onde atendia, em Maringá.
A decisão considerou que Cardim cometeu o crime de violação mediante fraude por pelo menos cinco vezes, entre 2017 e 2023.
O médico usava como pretexto exames de auscultação cardíaca e pulmonar para se aproximar das vítimas e praticar atos de natureza sexual contra a vontade delas. Conforme a sentença, as investigações apontaram que os procedimentos citados como justificativa não correspondiam às práticas médicas recomendadas.
A sentença determinou ainda a perda do cargo público ocupado por ele na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a fixação de uma indenização de R$ 10 mil para cada uma das cinco vítimas do processo.
Ao todo, 30 mulheres foram ouvidas como vítimas durante as investigações. Em dois dos casos analisados, a Justiça entendeu não haver provas suficientes para a condenação; os demais registros acabaram extintos devido à prescrição do tempo.
Preso preventivamente no início das investigações, em 2024, Cardim obteve o direito de responder ao processo e recorrer da decisão em liberdade.