Paraná confirma dois casos de hantavírus
Outros 11 pacientes continuam em investigação.
A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou dois casos de hantavírus no estado. Outros 11 casos suspeitos seguem em investigação, enquanto 21 já foram descartados.
Os pacientes são moradores de Pérola d’Oeste, na região sudoeste, e de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
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O paciente de Pérola d’Oeste é um homem de 34 anos e, a de Ponta Grossa, uma mulher de 28 anos. Apesar dos casos confirmados e em suspeita, a Sesa destaca que a doença está sob controle no estado.
Transmissão
A transmissão do hantavírus para humanos acontece pelo contato com urina, fezes ou saliva contaminadas de roedores infectados. A infecção também pode ocorrer, embora menos comumente, por meio da mordida de roedores.
Atividades que envolvem contato com roedores, como limpeza de espaços fechados ou mal ventilados, agricultura, trabalho florestal e dormir em residências infestadas por roedores, aumentam o risco de exposição.
De acordo com a OMS, a transmissão entre pessoas, quando acontece, tem sido associada a contato próximo e prolongado, particularmente entre membros da mesma família ou parceiros íntimos, e parece ser mais provável durante a fase inicial da doença.
Sintomas e apresentação clínica
Em humanos, os sintomas geralmente começam entre uma e seis semanas após a exposição e tipicamente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas ou vômitos.
Na síndrome cardiopulmonar por hantavírus, a doença pode progredir rapidamente para tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.
Já na síndrome hemorrágica com insuficiência renal, os estágios mais avançados podem incluir hipotensão, distúrbios hemorrágicos e insuficiência renal.