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Pela primeira vez em 26 anos, Assindi será presidida por uma liderança indígena

Tadeu Kaingang assume o cargo neste sábado (25).

Pela primeira vez em 26 anos, Assindi será presidida por uma liderança indígena
Tadeu Kaingang planeja buscar as incubadoras tecnológicas da UEM para viabilizar projetos práticos de geração de renda, como o beneficiamento de mel e a produção de itens de higiene. - Foto: Divulgação/UEM
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A Associação Indigenista (Assindi) de Maringá anuncia uma mudança histórica em sua liderança e o fortalecimento de sua rede de cooperação técnica e pedagógica. Pela primeira vez em 26 anos, a entidade será presidida por uma liderança originária: o comunicador e educador Tadeu Kaingang, que assume o cargo com o compromisso de estreitar a integração entre a comunidade indígena e a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A nova gestão, que toma posse neste sábado (25) na sede da Associação, conta com o apoio fundamental da Comissão Universidade para os Indígenas (Cuia), órgão que desempenha um papel crucial no acolhimento e na permanência de estudantes indígenas na universidade. Juntas, Assindi, UEM e CUIA pretendem transformar a associação em um polo de extensão universitária e inovação social.

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A presença da UEM na nova fase da Assindi será técnica e científica. O vice-presidente eleito, Joaquim Carneiro Cipriano, é acadêmico de Agronomia da instituição e simboliza a nova geração de profissionais indígenas que buscam aplicar o conhecimento acadêmico em prol de seus territórios.

Tadeu Kaingang planeja buscar as incubadoras tecnológicas da UEM para viabilizar projetos práticos de geração de renda, como o beneficiamento de mel e a produção de itens de higiene. "A universidade precisa fazer o caminho inverso: não apenas o indígena ir até ela, mas ela chegar até a Assindi com modelos que funcionem na prática, respeitando a nossa cultura material", afirma Tadeu.

A Cuia

A parceria com a Cuia visa ampliar o olhar sobre a "circularidade" indígena na cidade. A Comissão já vem construindo, desde 2001, uma política de inclusão que formou médicos, psicólogos, enfermeiros e agrônomos indígenas na UEM. Agora, o objetivo é que a Assindi funcione como um braço de apoio para que esses estudantes e suas famílias tenham um acolhimento digno e produtivo durante o período de trânsito e permanência em Maringá.

Tadeu defende uma gestão paritária com uma diretoria composta por lideranças Kaingang e Guarani. Micro-associações organizadas por núcleos familiares para fortalecer a representatividade e o escoamento da arte indígena. Ainda defende a Interculturalidade e pesquisa como estímulo à produção científica transdisciplinar, unindo áreas como Arquitetura, Design e Engenharia de Produção aos saberes tradicionais.

Para a nova presidência, a colaboração com a UEM e a CUIA é essencial para mudar a forma como a sociedade enxerga o indígena na cidade, substituindo a visão de vulnerabilidade pela de potencial produtivo, artístico e intelectual.

Universidade estadual de Maringá