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Servidores da Saúde de Maringá aprovam estado de greve; entenda

Medida foi aprovada por unanimidade em assembleia após decreto que define o fim da escala 12x60, adotada por parte da categoria.

Servidores da Saúde de Maringá aprovam estado de greve; entenda
Segundo a Prefeitura de Maringá, o volume de horas extras de parte dos servidores da Saúde é alvo de questionamentos do Ministério Público (MPPR) e do Tribunal de Contas (TCE-PR). - Foto: Divulgação/Sismmar

Os servidores da Saúde de Maringá aprovaram, por unanimidade, estado de greve em assembleia realizada no último sábado (11), no Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (SISMMAR). A medida, aceita por unanimidade, foi tomada após a publicação do Decreto nº 634/2026, que estabelece o fim da escala 12x60, adotada por parte da categoria há cerca de 17 anos.

Segundo o SISMMAR, a mudança na escala de trabalho pode gerar impactos financeiros, sociais e operacionais aos trabalhadores da categoria, além de possíveis reflexos na qualidade dos serviços ofertados para a população.

Ainda segundo a entidade, há questionamentos jurídicos a respeito da legalidade do decreto.

O sindicato também afirma que, ao longo da semana anterior, houve tentativas de negociação com a administração municipal, mas sem retornos satisfatórios.

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Desde o início do estado de greve, os servidores municipais começaram uma série de mobilizações que devem continuar nos próximos dias, incluindo uma manifestação no centro da cidade na quinta-feira (16) e presenças nas sessões da Câmara de Vereadores.

Em uma postagem no Instagram, o SISMAAR divulgou imagens dos servidores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Zona Norte, Zona Sul e do Hospital Municipal com narizes de palhaço e faixas pretas nos braços em demonstração ao “descontentamento com mais esse retrocesso, que atinge diretamente a rotina de trabalho e o atendimento prestado à população. Por meio do sindicato, panfletos serão distribuídos nas unidades durante a semana, bem como faixas serão fixadas para informar a população".

“A gestão Somos Todos SISMMAR reforça mais uma vez a necessidade urgente de revogação do decreto. Trata-se de uma medida que carece de legalidade, desrespeita diversos princípios constitucionais e foi adotada sem diálogo sério, sem apresentação de estudos e sem qualquer demonstração concreta de benefício para o serviço público. Na prática, o que se desenha é mais sobrecarga aos servidores e aumento dos gastos com horas extras", afirmou a entidade, em publicação na rede social.

O que diz a Prefeitura de Maringá

A administração municipal afirma que o volume de horas extras é alvo de questionamentos do Ministério Público (MPPR) e do Tribunal de Contas (TCE-PR) e a mudança na escala de trabalho de parte dos servidores da Saúde é necessária para equilibrar a gestão das jornadas.

A prefeitura também ressalta que, com a regulamentação da jornada de 30 horas semanais, ficou entendido que o modelo da escala 12x60 seria incompatível com o novo modelo.

Segundo dados divulgados pela gestão, atualmente, o município conta com 4.916 servidores da saúde, sendo que 503 utilizam a escala 12×60. Desses, 383 realizam horas extras, totalizando cerca de 15.900 horas mensais. Com a adoção da escala 12×36, há uma redução estimada de 4 mil horas extras por mês, o que permitiria uma distribuição mais equilibrada da carga horária entre os profissionais.

Maringa.Com
Por Vanessa Santa Rosa