Ao leite, 70% ou diet: qual chocolate é realmente mais saudável?
Nutricionista explica que trocar o chocolate tradicional por versões "fit" nem sempre reduz excessos.
Com a chegada da Páscoa, além das prateleiras cheias de ovos de chocolate, cresce também o interesse por versões consideradas mais saudáveis, que substituem os doces tradicionais. Na prática, será que essas opções são mesmo melhores?
Segundo a nutricionista Maiara Francisco dos Santos, é preciso cautela antes de classificar qualquer versão como saudável automaticamente.
“Nem sempre uma receita caseira ou adaptada é nutricionalmente superior. Muitas vezes, há substituições que mantêm ou até aumentam o valor calórico, além de trazerem outros ingredientes que também devem ser consumidos com moderação”, explica.
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No caso dos chocolates industrializados, a especialista aponta que versões com maior teor de cacau, como os 70%, tendem a ser escolhas mais equilibradas por conterem menos açúcar e maior presença de compostos antioxidantes.
Já os chocolates ao leite e algumas opções diet ou zero podem ter maior adição de açúcares, gorduras ou adoçantes, o que exige atenção na hora da escolha. Mais que eleger um “melhor” chocolate, o ponto central está na forma de consumo.
Em um cenário em que as pessoas são constantemente expostas a estímulos visuais e ofertas de alimentos indulgentes, especialmente em datas comemorativas, a tendência ao consumo por impulso aumenta.
“O mais importante é desenvolver uma relação mais consciente com a alimentação. Isso significa prestar atenção nas escolhas, nas quantidades e também nos sinais do próprio corpo, sem cair na lógica de excesso ou compensação”, orienta.
A nutricionista reforça que a Páscoa não precisa ser encarada com restrição, mas sim com equilíbrio. “É possível aproveitar o chocolate dentro de uma rotina alimentar organizada. Quando há equilíbrio ao longo do dia, a data deixa de ser um momento de exagero e passa a ser apenas uma celebração", ressalta.
No caso das crianças, a especialista orienta que o ideal é que os responsáveis organizem o consumo, evitando a oferta livre ao longo do dia e estabelecendo combinados que ajudem a criar uma relação mais consciente com o alimento.