Cerca de 60% dos cigarros consumidos no Paraná são falsificados
Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade aponta que o índice é duas vezes maior que a média nacional.
Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) apontam que cerca de 60% dos cigarros consumidos no Paraná são falsificados, maior índice registrado desde 2021. A média no Brasil é de 31%.
Apenas em 2024, de acordo com a Receita Federal, foram apreendidos mais de 70 milhões de maços de cigarro contrabandeados — representando 47% de todas as apreensões do país.
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Somente este ano foram apreendidos 7 milhões de maços, equivalente a 40% do total nacional. A principal porta de entrada é Foz do Iguaçu.
“O Paraná é um estado estratégico, com a fronteira que tem de Guaíra até Foz do Iguaçu, com o Paraguai, e todo o lago Itaipu. Então temos muitas frentes de entrada de produtos ilegais”, explica o presidente do FNCP, Edson Vismona.
Atualmente, 85% dos cigarros ilegais entram no país pelas fronteiras do Paraná e do Mato Grosso do Sul. A maior parte vem do Paraguai e é distribuída para todo o Brasil.
O FNCP estima que o mercado ilegal movimentou R$ 1,8 bilhão no Paraná em 2025. Só em perdas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o prejuízo chega a R$ 660 milhões.