CLIMA

Paraná registrou cinco tornados em apenas três meses

Estado está localizado em uma das regiões mais propensas ao fenômeno no planeta. Entenda.

Paraná registrou cinco tornados em apenas três meses
Climatologistas destacam que as áreas centro e oeste do Paraná,que se estendem de Ponta Grossa até Foz do Iguaçu, são particularmente vulneráveis. - Foto: Reprodução/Henrique Cabral

Em apenas três meses, o Paraná registrou cinco tornados: o primeiro em Rio Bonito do Iguaçu, depois em Guarapuava, Turvo, Mercedes e, no último sábado (10), em São José dos Pinhais.

O primeiro evento, em Rio Bonito do Iguaçu, foi classificado como F3 na escala Fujita, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h, e destruição de cerca de 90% dos imóveis na área afetada.

Poucas horas depois, tornados em Guarapuava e Turvo foram registrados como F2, com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. Em 2 de janeiro, Mercedes, no oeste do estado, sofreu um tornado F1; já São José dos Pinhais foi atingida por um F2 com ventos de até 180 km/h.

Leia também:

No dia 2 de janeiro, em Mercedes, no oeste do Paraná, foi registrado um tornado F1. Oito dias depois, São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi atingido por um novo tornado, classificado como F2 com ventos de até 180 km/h.

Segundo maior corredor de tornados do mundo

Especialistas em climatologia apontam que o Sul do Brasil, junto a partes do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia, forma um dos corredores de tornados mais ativos do mundo, atrás apenas das “pradarias centrais” dos Estados Unidos. Pesquisas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contabilizam 514 tornados na região entre 1972 e 2025.

Climatologistas destacam que as áreas centro e oeste do Paraná,que se estendem de Ponta Grossa até Foz do Iguaçu, são particularmente vulneráveis: terrenos relativamente planos e baixa cobertura vegetal favorecem o choque entre ar quente tropical e ar frio polar, especialmente na primavera e no outono.

Diante da recorrência dos fenômenos, especialistas reforçam a necessidade de preparo e atenção aos alertas oficiais.

“Nós vivemos numa região de tornados. Precisamos entender isso e repassar esse conhecimento à população. Quando houver alertas da Defesa Civil ou do governo, as pessoas devem observar o céu, prestar atenção às nuvens e buscar abrigo em locais seguros”, alerta Francisco Assis Mendonça, climatologista da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as medidas práticas estão identificar abrigos internos sem janelas, manter um kit de emergência com água, alimentos não perecíveis e lanternas, e seguir as orientações das autoridades locais durante e após o evento.

Maringa.Com
Por Gabrielle Nascimento