Ceia, Papai Noel e decorações: saiba de onde vêm as principais tradições do Natal
Dezembro é dominado pela chamada ‘magia natalina’, mas como ela surgiu?
Com a chegada de dezembro, é comum que as casas brasileiras ganhem luzes, árvores decoradas e que as famílias realizem a tradicional ceia de Natal.
No entanto, poucos sabem como surgiram essas atividades natalinas e, em muitos casos, sua origem é bem diferente do que se imagina.
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Boa parte das tradições de Natal teve origem na Europa e estava ligada às celebrações do Solstício de Inverno — o dia mais curto e a noite mais longa do ano.
Visto como símbolo de renascimento, recomeço e esperança, o solstício marcava, para os povos antigos, o momento em que a escuridão atingia seu auge antes de os dias voltarem a crescer.
Como essas celebrações já eram comuns, o nascimento de Jesus acabou associado às festividades do solstício, dando origem à magia natalina que conhecemos hoje.
A tradição dos enfeites de Natal, por exemplo, surgiu na Alemanha entre os séculos XVI e XVII, a partir de uma mistura de costumes pagãos e cristãos. Na época, cultos eram realizados a árvores perenes (símbolos de vida eterna) durante o solstício de inverno, em meados de dezembro.
Por isso, os pinheiros passaram a ser decorados com velas, frutas, bolas de vidro e, mais tarde, com símbolos cristãos como a estrela de Belém e anjos.
O mesmo ocorreu com a ceia de Natal. Antes, os banquetes celebravam o renascimento associado ao solstício, mas, com o tempo, incorporaram o significado cristão. No Brasil, o costume recebeu influências portuguesas e de outras culturas, resultando em pratos como peru, rabanada e frutas secas.
E o Papai Noel?
O bom velhinho, símbolo máximo das festividades natalinas, é resultado da fusão de diferentes tradições. Ele representa São Nicolau de Mira, bispo cristão que viveu na Turquia no século IV e ficou conhecido por sua generosidade, distribuindo presentes anonimamente a crianças e pessoas pobres.
A imagem do velhinho barbudo e mágico, porém, tem origem nórdica. O “Pai do Inverno”, ou “Pai Natal”, era uma figura comum no festival Yule, celebrado na Alemanha e na Holanda. Com o tempo, essa figura se misturou à história de São Nicolau.
O nome “Santa Claus”, inclusive, deriva de “Sinter Klaas”, a forma holandesa de se referir ao santo São Nicolau de Mira.
A representação moderna do Papai Noel, com roupas vermelhas, barba branca e aparência acolhedora, foi popularizada em 1931 pela Coca-Cola, por meio das ilustrações de Haddon Sundblom, tornando-se o ícone global que conhecemos hoje.