Paraná terá Escolas do Futuro em sete cidades; conheça o projeto
Nova infraestrutura busca unir arquitetura, pedagogia e sustentabilidade.
Escolas mais humanas, criativas e conectadas com o futuro. Essa é a base para a construção das chamadas Escolas do Futuro, parte do Programa Educação para o Futuro, uma ação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O objetivo das sete novas escolas é integrar arquitetura, pedagogia e sustentabilidade, criando ambientes que favorecem o aprendizado ativo, o bem-estar e o uso eficiente dos recursos.
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As estruturas dos ambientes, além de serem sustentáveis, com arquitetura ecológica e uso de energias limpas, também são projetadas com a utilização da neuroarquitetura, método que consiste na aplicação da neurociência para projetar espaços que impactam positivamente no cérebro humano, influenciando emoções, comportamentos e bem-estar.
As novas escolas também vão contar com ambientes pedagógicos inovadores, salas de aula flexíveis e laboratórios integrados para o desenvolvimento de competências digitais, socioemocionais, de empreendedorismo e educação financeira dos estudantes.
Para garantir uma estrutura mais sustentável, o projeto das escolas conta com o uso de energia solar fotovoltaica, captação e reúso da água da chuva e ventilação cruzada, medidas que reduzem o consumo de energia, água, materiais e emissões de carbono, além de diminuírem custos operacionais.
Com esses recursos, as novas unidades preveem redução de até 100% no consumo de energia elétrica e de 40% no uso de água, 73% de economia em materiais, 35% menos emissão de gases do efeito estufa, até 80% de queda no descarte de resíduos e até 9% na redução de custo operacional total da obra.
As regiões onde serão instaladas as novas unidades foram escolhidas com base em demandas da comunidade por novas vagas e beneficiarão cerca de 12,4 mil alunos das cidades de Piraquara (Jardim Holandês), Toledo (Pinheirinho), Curitiba (Tatuquara), Fazenda Rio Grande (Gralha Azul), Ponta Grossa (Gralha Azul), São José dos Pinhais (Guatupê) e Araucária (Jardim dos Pássaros).
Para facilitar a administração das obras, elas contarão com o uso do BIM (Building Information Modeling), metodologia digital de gestão de informações que integra dados técnicos, geométricos, financeiros, de tempo, manutenção e sustentabilidade em um modelo único e colaborativo, que possibilita tomadas de decisões mais assertivas e melhores alternativas de gerenciamento em todas as etapas de projeto e execução.
A primeira obra a ser finalizada deve ser a Unidade Nova Escolar (UNV) Jardim Holandês, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. O investimento de cerca de R$ 33 milhões inclui quase 6 mil m² de área construída para acomodar 1,5 mil alunos e terá como destaque laboratórios de robótica e maker, biblioteca conectada, auditório e conforto sensorial. As outras ainda vão passar por processo de contratação.