Dia mundial da luta contra a AIDS promove conscientização acerca da doença e celebra avanços médicos

De doença desconhecida a tratamento revolucionário, nos últimos 40 anos o cenário na vida daqueles que convivem com o HIV mudou drasticamente

Dia mundial da luta contra a AIDS promove conscientização acerca da doença e celebra avanços médicos
Os primeiros casos de Aids, doença causada pelo vírus HIV, surgiram no fim dos anos de 1970 nos EUA, África Central e Haiti. - Foto: Freepik

O dia mundial do combate à AIDS, comemorado em 1.º de dezembro, dá início ao Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a doença. A data, escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1988, surgiu como estímulo a conversas sobre medidas de prevenção contra o HIV e alternativas de tratamento para quem convive com o vírus.

O TERROR DOS ANOS 80 - Os primeiros casos de Aids, doença causada pelo vírus HIV, surgiram no fim dos anos de 1970 nos EUA, África Central e Haiti, mas as autoridades de saúde no mundo só começaram a estudar as origens dessa doença até então misteriosa a partir de 1981.

Primeiramente tratada como uma epidemia entre os homossexuais e profissionais do sexo, no Brasil, o primeiro caso da doença foi oficialmente diagnosticado no ano seguinte, em 1982.

O vírus HIV, sigla em inglês para vírus de imunodeficiência humana, ataca o sistema imunológico - as estruturas de defesa do organismo - deixando o corpo mais suscetível a contrair doenças como pneumonias e tuberculoses. 

A AIDS - síndrome da deficiência imunológica adquirida - é o seu estágio mais avançado e, antes de todos os avanços nos tratamentos para quem é portador da doença, contrair uma simples gripe poderia significar uma sentença de morte.

Ao todo, desde o início da epidemia, 36,3 milhões de pessoas morreram no mundo de doenças relacionadas à AIDS, incluindo ídolos da cultura pop como Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury.

AVANÇO DA CIÊNCIA - Atualmente, o principal tratamento para o HIV é realizado com medicamentos antirretrovirais, que suprimem o vírus e impedem sua propagação no organismo e reduz os riscos de transmissão. Em pacientes que fazem o tratamento corretamente, o HIV se torna praticamente indetectável.

Desde 1996, o Brasil fornece esses remédios gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e, desde 2013, o tratamento se tornou gratuito para qualquer pessoa que tenha HIV, independentemente de sua carga viral.

Relacionado à prevenção, existe o PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV), uma combinação de medicamentos antirretrovirais que devem ser tomados até 72 horas após a exposição ao vírus e impedem seu estabelecimento no corpo.

Atualmente, 37,7 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo e 28,2 milhões têm acesso à terapia antirretroviral.

Vanessa Santa Rosa/Maringa.Com