Estado divulga lista de escolas da região que poderão se tornar colégios cívico-militares

O governador Ratinho Junior disse que o programa está dentro do contexto do avanço dos índices do Ideb, como o salto para terceiro lugar no Ensino Médio

Estado divulga lista de escolas da região que poderão se tornar colégios cívico-militares
Em Maringá, 5 colégios estaduais estão cotados. - Foto: Geraldo Bubniak/Agência Estadual de Notícias

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, que o programa de colégios cívico-militares será implementado em 215 colégios estaduais de 117 municípios de todas as regiões do Estado a partir de 2021.

Nesta terça e quarta-feira, entre 8 e 20 horas, os professores, pedagogos, funcionários e pais de alunos podem ir a estas escolas e decidir em plebiscito se querem ou não a transformação do colégio em cívico-militar. Veja as escolas de Maringá e região que poderão se tornar colégios cívico-militares:

  • Astorga: Serafim França
  • Colorado: Cecília Meireles
  • Mandaguari: São Vicente Pallotti
  • Marialva: Pedro Viriato Parigot
  • Paiçandu: Vercindes
  • Sarandi: Cora Coralina e Jardim Independência
  • Maringá: Alberto Biynton, Brasílio Itiberê, Ipiranga, Thomas Edison e Vinicius de Morais

Maringá já tem uma escola nesse modelo: é o colégio estadual João XXIII. O investimento direcionado a cerca de 129 mil alunos será de cerca de R$ 80 milhões.

“Esse programa será transformador para o Paraná. Para entregar a melhor educação do Brasil precisamos ampliar os projetos e trazer novas ideias”, afirmou Ratinho Junior. Ele destacou que a média das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 20% maior do que na educação tradicional. “Esse é um modelo vencedor. Se é vencedor, queremos ofertar essa modalidade. A implantação será feita de forma democrática”.

A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

Os colégios foram selecionados pela Secretaria de Educação e do Esporte. Um dos diferenciais é o aumento da carga horária curricular, com aulas extras de português, matemática e valores éticos e constitucionais. A lei foi aprovada neste ano pela Assembleia Legislativa do Estado, mas o programa está sendo planejado desde o ano passado.

O governador Ratinho Junior disse que o programa está dentro do contexto do avanço dos índices do Ideb, como o salto para terceiro lugar no Ensino Médio. A rede estadual teve pontuação acima das escolas particulares nos anos iniciais do Ensino Fundamental e houve avanço qualitativo na Capital e no Interior.

Ele também destacou projetos pedagógicos de educação financeira (que será implementado em 2021) e aulas de programação (já disponibilizadas a 10 mil alunos). Citou, ainda, o Prova Paraná, com ampliação da etapa de treinamento e reavaliação dos conteúdos ensinados, e o Presente na Escola, de monitoramento e controle da evasão escolar, com resgate de mais de 60 mil estudantes.

CBN Maringá