CIDADE

Campanha contra violência à mulher chega a bairros de Maringá

Após lançar a campanha contra a violência à mulher em Maringá, a Secretaria da Mulher (Semulher) vai iniciar ainda neste mês a programação de pré-conferências nos bairros, dando seqüencia aos ideais pregados pela campanha.

A idéia é preparar o público feminino para a III Conferência Municipal da Mulher, que será realizada nos dias 24 e 25 de março de 2006, com o tema "Mulher e Trabalho".

A primeira pré-conferência será no Jardim Alvorada ainda neste mês.

"A intenção é atingir o maior número de bairros possível, principalmente aqueles que revelam maiores números de violência", ressalta a secretária da Mulher, Terezinha Pereira.

Segundo Terezinha, o objetivo da campanha e das pré-conferências é esclarecer ao público feminino os tipos de violência mais comuns, além de orientar sobre a importância de pedir auxílio junto aos órgãos competentes e denunciar as agressões.

"Precisamos do apoio de todos para acabar com a impunidade e ajudar a diminuir uma estatística que nos envergonha", afirma a secretária referindo-se ao fato de que o Brasil é o primeiro país no ranking da violência contra a mulher.

Violência Contra Violência à Mulher:a campanha contra a violência à mulher foi lançada durante um evento em homenagem ao Dia da Luta Contra a Violência à Mulher, comemorado no dia 10 deste mês.

Na oportunidade, o público feminino pôde contar com um depoimento e com uma palestra ministrada pela fisioterapeuta Cristina Lopes Afonso, com o tema "Violência contra a mulher: Uma questão de saúde".

Cristina foi vítima desse tipo de violência aos 19 anos, quando o noivo jogou álcool e ateou fogo no corpo dela durante uma crise de ciúmes.

Como resultado dessa violência, a fisioterapeuta ficou com 70% do corpo queimados.

Agora, Cristina utiliza essa experiência para alertar mulheres quanto às conseqüências da violência.

Violência: de acordo com relatório da Anistia Internacional publicado em 25 de maio, a violência contra a mulher é "endêmica" na América Latina, tanto no lar quanto na comunidade.

"Os governos da região omitem-se de muitas das disposições da Convenção Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher", afirma o documento.

Segundo um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) citado pela Anistia, "a América Latina é a região onde acontecem com mais freqüência todas as formas de violência sexual".

Tipos de violência: podem ocorrer vários tipos de violência contra a mulher, partindo não apenas do marido e da família como da sociedade em geral.

A mulher pode sofrer violência sexual, física, psicológica, emocional, por atos destrutivos, profissional, racial e ideológica.

Todos esses tipos de violência devem ser denunciados e tratados com acompanhamento adequado de acordo com os órgãos competentes.

Mais informações pelo telefone 3221-1319, na Secretaria da Mulher.
Pmm