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Tornado destrói mais uma parte da pista emborrachada do Parque do Ingá; veja imagens

Enquanto a retirada do material segue em discussão na Justiça, ventos e chuva danificaram novamente o revestimento.

Tornado destrói mais uma parte da pista emborrachada do Parque do Ingá; veja imagens
Os constantes problemas na estrutura motivaram uma ação civil pública do Ministério Público do Paraná (MPPR) em 2024. - Foto: Reprodução/GMC Online
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A pista emborrachada do entorno do Parque do Ingá ficou praticamente destruída após o tornado que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2). O estrago é mais um na lista de problemas registrados na estrutura desde 2022.

Com a força da chuva e dos ventos, partes do revestimento se soltaram, outras ficaram onduladas e, em alguns trechos, a borracha foi arrancada totalmente e deixou o concreto-base aparente.

Caso de Justiça e histórico de problemas

A pista emborrachada do Parque do Ingá foi entregue em setembro de 2021, após obras iniciadas em janeiro de 2020. Poucos meses depois, em fevereiro de 2022, foram registrados os primeiros danos na estrutura. Desde então, novos episódios de descolamento foram registrados após chuvas intensas. 

Os problemas motivaram uma ação civil pública do Ministério Público do Paraná (MPPR) em 2024. A 20ª Promotoria de Justiça de Maringá pede que sejam ressarcidos aos cofres públicos os valores gastos na obra, estimados em aproximadamente R$ 4,2 milhões, com correção monetária e juros.

Na ação, o Ministério Público aponta possíveis falhas no projeto, na fiscalização e na execução da obra. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça, e a perícia deverá contribuir para esclarecer as responsabilidades pelos danos.

A Prefeitura de Maringá tenta obter autorização da Justiça para retirar o material, devido aos constantes danos. No entanto, em 8 de outubro, foi determinado que o revestimento permanecesse no local até que uma perícia verificasse se a retirada poderia prejudicar a análise técnica do processo.

Os peritos investigam problemas relacionados à drenagem, manutenção das pistas e causas dos danos no Parque do Ingá. A Justiça também prorrogou em 30 dias o prazo para conclusão do trabalho técnico e solicitou à Prefeitura documentos e registros sobre a manutenção do espaço.

Empresa contesta responsabilidade

Em nota, a empresa R. Martins Garcia Construção Civil, responsável pela execução da obra, alegou que a rede pluvial da região é antiga e não teria recebido ampliações compatíveis com o crescimento da cidade. Também apontou falta de limpeza e manutenção das bocas de lobo na região que podem intensificar a destruição da pista após fortes tempestades. 

A empresa ainda destaca que executou a obra conforme o projeto elaborado e aprovado pela Prefeitura e que a conservação da pista e da rede de drenagem passou a ser responsabilidade do poder público após a entrega.

Maringa.Com, com informações da Tribuna Paraná
Por Gabrielle Nascimento