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Após calamidade pública, Prefeitura analisa decretar estado de emergência em Maringá; entenda

Determinações têm critérios e consequências que influenciam a atuação diante de desastres.

Após calamidade pública, Prefeitura analisa decretar estado de emergência em Maringá; entenda
Classificações servem para orientar a atuação do poder público diante de desastres e a principal diferença está na intensidade dos danos. - Foto: Reprodução/O Bem Dito
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Ainda nas primeiras horas desta segunda-feira (2), a Prefeitura de Maringá declarou estado de calamidade pública na cidade após a destruição causada pela forte tempestade que aconteceu na madrugada de ontem.

Após horas de trabalho, em coletiva de imprensa realizada na noite desta segunda (2), o prefeito Silvio Barros destacou a possibilidade de mudar a classificação do município para estado de emergência após relatórios e análises do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

Na prática, as duas classificações servem para orientar a atuação do poder público diante de desastres e a principal diferença está na intensidade dos danos.

Diferença entre calamidade e emergência

A classificação não depende apenas do volume de chuva, da velocidade dos ventos ou da quantidade de ocorrências registradas. É necessário avaliar principalmente os danos humanos, materiais, ambientais e econômicos, além da capacidade de resposta do município.

De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a situação de emergência é aplicada quando o município tem sua capacidade de resposta parcialmente comprometida e precisa de apoio externo para restabelecer a normalidade.

Já o estado de calamidade pública é utilizado quando os impactos são mais graves e comprometem significativamente a capacidade de atendimento do poder público.

Como decretos podem ajudar Maringá

Tanto para calamidade quanto para emergência, a principal consequência prática dos decretos é facilitar a mobilização de recursos e a adoção de medidas excepcionais para atender a população afetada.

Recursos estaduais e federais

Os decretos permitem que o município solicite recursos complementares aos governos de nível estadual e federal.

No entanto, além do decreto municipal respaldado com dados técnicos dos estragos, é necessário apresentar os danos e os planos de trabalho para reestruturação no pedido de recursos.

No caso de Maringá, a deputada estadual Maria Victoria (PP) protocolou, na segunda-feira (2), um projeto de decreto legislativo para reconhecer o estado de calamidade pública no município.

A proposta foi apresentada com a participação da bancada estadual de Maringá e pode garantir repasse de R$ 5 milhões da Assembleia Legislativa para a cidade.

Contratações emergenciais para reparos

Outra facilidade dos decretos é a dispensa de licitação para contratações diretamente relacionadas ao atendimento da situação emergencial ou de calamidade pública.

É possível que a administração municipal contrate serviços e/ou adquira materiais sem elaborar chamamentos públicos para isso, agilizando o atendimento nas áreas afetadas.

Para realizar as contratações nessas circunstâncias, a administração precisa apresentar o estado de urgência, limitar a contratação apenas ao necessário e apresentar todos os documentos exigidos.

Em Maringá, por exemplo, as contratações podem auxiliar na retirada de árvores caídas e reparos físicos em prédios públicos, incluindo CMEIs, UBSs, UPAs e sedes das secretarias.

Suporte às famílias afetadas

As classificações também podem facilitar a solicitação de apoio para famílias que tiveram suas casas danificadas ou perderam bens durante o temporal.

Entre as medidas possíveis estão a distribuição de materiais de assistência, como lonas e itens de primeira necessidade, além da estruturação de abrigos temporários e do apoio para restabelecer condições mínimas de moradia.

Maringa.Com
Por Gabrielle Nascimento