Estudantes do Paraná conquistam ouro inédito na 95ª Jornada de Foguetes
Alunos da rede estadual superaram centenas de escolas de todo o país com protótipos de água e ar comprimido.
O Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, em Curitiba, garantiu, mais uma vez, lugar de destaque no pódio da Olímpiada Brasileira de Foguetes (Jornada de Foguetes/OBAFOG).
A escola conquistou sua inédita medalha de ouro na competição nacional e duas medalhas de prata, em três lançamentos na 95ª edição da competição, que reuniu 414 instituições convidadas de diversas regiões do país.
A equipe vencedora é formada por nove estudantes do Ensino Fundamental. Na categoria disputada pela turma, a propulsão dos protótipos utilizou água e ar comprimido. Os alunos paranaenses conquistaram a prata com marcas de 220 e 226 metros e atingiram o topo do pódio com o alcance de 236 metros. Os lançamentos ocorrem em bases inclinadas a 45 graus e é registrado o maior alcance horizontal da trajetória.
A equipe foi acompanhada pelas professoras Dahiane Silva (Física) e Amanda Hackbarth (Matemática), além de receber suporte pedagógico da professora Izabel Cristina Calzado Trindade (Química).
Os próprios alunos desenvolveram o processo de engenharia, desde o corte das aletas e aerodinâmica de garrafas PET até o cálculo de vedação, pressão em tubos de PVC, manômetros e montagem da base de pressurização.
O estudante Lukas Baldão, 12 anos, conta que, para ele, o lançamento do foguete representa a trajetória da vida real.
“O foguete é uma trajetória, ou seja, no início você não sabe de quase nada, no meio você já está elevando o seu conhecimento e o final abre muitas portas para o seu futuro. Querendo ou não, todo mundo erra, tenta consertar e uma hora ou outra vai conseguir acertar”, explica.
Segundo a professora Amanda, os estudantes voltaram da OBAFOG com os olhos brilhando e com vontade de melhorar.
“Eles voltam para casa cheios de ideias, querendo melhorar os foguetes e já pensando no que podem fazer diferente nos próximos anos. Eles não querem apenas ganhar uma medalha, querem superar os próprios resultados e descobrir até onde conseguem chegar”, conta.
A experiência representa mais do que apenas construir foguetes. “Estamos construindo oportunidades, despertando sonhos e mostrando para essas crianças que elas também podem ocupar esses espaços, fazer ciência e ir muito longe. A medalha de ouro é motivo de muito orgulho, mas ver tudo o que eles aprendem e a transformação que essa experiência proporciona é o que mais me emociona”, relata a professora.
OBAFOG
A 95ª edição da OBAFOG contou com a participação de estudantes de todo o Brasil. As premiações foram feitas por faixas de distância: neste ano, a menção honrosa foi para lançamentos de até 100 metros, a prata para distâncias de até 230 metros e o ouro para distâncias acima de 230 metros.
Durante a jornada, os estudantes também participam de oficinas e têm contato com outros modelos de foguetes, incluindo sistemas de propulsão sólida e equipamentos com paraquedas.