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Polícia Civil apreende câmera encontrada em banheiro de escola cívico-militar após denúncias

Dispositivo foi apresentado pelo diretor da instituição como sensor de fumaça na época da instalação, em 2024.

Polícia Civil apreende câmera encontrada em banheiro de escola cívico-militar após denúncias
Alunos afirmaram não saber do monitoramento e utilizavam o espaço para troca de roupas. - Foto: Reprodução
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Uma câmera de monitoramento foi encontrada dentro do banheiro feminino do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, na região de Londrina. O caso foi descoberto e denunciado por estudantes.

A direção da escola informou na época da instalação, em 2024, que o equipamento era um sensor de fumaça usado para identificar possíveis casos de alunos fumando no banheiro.

Estudantes relataram ter visto imagens dos banheiros no sistema de monitoramento da escola e uma das alunas que percebeu o dispositivo o retirou do local.

Imagens do monitoramento interno dos banheiros rodaram em grupos de pais e alunos. Foto: Reprodução

Após a descoberta, estudantes realizaram protesto em frente ao colégio nesta terça-feira (20) com cartazes e pedidos de explicações à direção. Eles afirmam que utilizavam o banheiro para troca de roupas sem saber que havia um equipamento de gravação no espaço.

A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para investigar o caso e identificar quem instalou os equipamentos, além de apurar as circunstâncias envolvendo as imagens e o sistema de monitoramento. O caso segue sob investigação.

O que diz a direção da escola

Em nota, a direção afirmou que as câmeras estavam posicionadas nos acessos dos banheiros masculino e feminino e que tinham como objetivo monitorar a entrada e saída de pessoas por questões de segurança.

Segundo a escola, os equipamentos não estavam direcionados para as áreas destinadas às necessidades fisiológicas dos estudantes.

A direção também informou que um aluno teria entrado sem autorização na sala onde ficam os monitores militares e acessado o computador utilizado para o sistema de vigilância.

A escola classificou a retirada das câmeras como vandalismo e afirmou que as circunstâncias do acesso ao equipamento e da divulgação das imagens seriam apuradas.

Maringa.Com
Por Gabrielle Nascimento