POLÍTICA

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas

Votação realizada em dois turnos teve 75 votos a favor e um contrário. Escala 5X2 deve ser adotada pelas empresas em até 60 dias.

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas
A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais - Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina o fim da escala 6x1 de trabalho. Em votação realizada em dois turnos, 75 senadores votaram a favor e um contrário.

Para a aprovação, eram necessários, no mínimo, 49 votos favoráveis. O único senador a votar contra a PEC foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

"Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros", afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Maringa.Com, com informações da Agência Brasil
Por Vanessa Santa Rosa