El Niño aumenta riscos de temporais no Paraná até o verão, afirma Simepar
Pico do fenômeno será entre novembro e janeiro.
O El Niño segue fortalecido, com 75% de probabilidade de ser o mais intenso desde 1950, e o fenômeno aumenta diretamente o risco de temporais no estado, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Um boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA), divulgado na última quinta-feira (10), aponta que a temperatura na área de referência para monitoramento, localizada no Oceano Pacífico equatorial , chegou a 1,8°C acima da média.
O pico do fenômeno será entre novembro e janeiro, quando as previsões apontam que a temperatura da superfície do mar fique 2,9°C acima da média, condição que aumenta a quantidade de chuvas esperadas para o período no Paraná.
“Chuva acima da média concentrada em poucos dias aumenta o risco de temporais severos, granizo, raios, enxurradas e cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste”, afirma o Simepar.
Maringá enfrentou tempestades no último final de semana. Entre sexta-feira (11) e domingo (13), choveu 84,6 milímetros na cidade — 30,2 mm na sexta, 29,9 mm no sábado (12) e 24,5 mm no domingo.
Os ventos chegaram a 58 km/h, de acordo com o Simepar, e a Prefeitura de Maringá atendeu cerca de 80 chamados relacionados a quedas de árvores e galhos. Além disso, também foram registradas 20 situações envolvendo outros tipos de danos, como imóveis, postes e veículos.
O que é o El Niño
O El Niño - Oscilação Sul (ENOS), fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico equatorial e nas áreas próximas, é caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica. É um dos fenômenos climáticos de maior impacto na Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas do planeta por períodos que vão de vários meses a anos.
O El Niño corresponde ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. Já a Oscilação Sul corresponde à componente atmosférica do ENOS e está relacionada com as variações na pressão atmosférica ao nível do mar entre o Oceano Pacífico tropical oeste e leste.