EDUCAÇÃO

UEM lança nova graduação com foco em Inteligência Artificial

Curso tem 27 vagas e inscrições podem ser realizadas pelo Vestibular de Verão.

UEM lança nova graduação com foco em Inteligência Artificial
Vinculado ao Centro de Tecnologia (CTC), a Engenharia de Controle e Automação: Inteligência Artificial da UEM é oferecida no Câmpus Maringá em período integral. - Foto: Divulgação/UEM
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A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai oferecer, pela primeira vez, o curso de Engenharia de Controle e Automação: Inteligência Artificial já no Vestibular de Verão 2026.

A nova graduação, também conhecida como Mecatrônica, reúne conhecimentos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Eletrônica e Computação, áreas já consolidadas na Universidade e que servirão de base para a formação dos futuros profissionais.

Com a oferta inicial de 27 vagas, a proposta do curso é preparar engenheiros para atuar em um cenário cada vez mais marcado pela integração entre automação, sistemas inteligentes, Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados, provendo a um número cada vez maior de profissionais ferramentas para trabalhar com tecnologia de ponta aplicada aos desafios do mundo atual.

Para José Roberto Vasconcelos, coordenador do curso e docente do Departamento de Informática (DIN), é fundamental que os engenheiros se adaptem a essas mudanças, adquirindo competências e conhecimentos para prosperar na era da IA e da Ciência de Dados.

“Ao aproveitar essa visão estratégica baseada em dados e soluções em IA, os engenheiros podem projetar melhores produtos, otimizar processos de fabricação e melhorar o desempenho de sistemas. Com a abordagem certa e a colaboração entre academia, indústria e governo, a integração da Ciência de Dados e da IA nessa nova área da engenharia tem o potencial de impulsionar avanços significativos no Paraná e no Brasil”, avaliou.

O profissional poderá desenvolver e executar projetos mecatrônicos, de automação industrial e comercial, com possibilidades de atuação em áreas como controle de processos, robótica, instrumentação, informática, integração de sistemas industriais e comerciais, sistemas integrados de manufatura e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

A criação da graduação acompanha os avanços recentes da IA e da Ciência de Dados, tecnologias que vêm ampliando as possibilidades de inovação, otimização, controle e automação em diferentes setores.

Na Engenharia, a IA pode ser aplicada, por exemplo, à automatização e otimização de projetos, à robótica, aos sistemas de controle inteligentes e à visão computacional.

Entre as aplicações destacadas está o chamado design generativo, no qual algoritmos de IA auxiliam os engenheiros a explorar diferentes possibilidades e encontrar soluções de acordo com restrições e objetivos previamente definidos.

A tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento de componentes mais leves e de alto desempenho e já vem sendo utilizada em setores como os da indústria aeroespacial, automotiva e de manufatura.

Robótica e sistemas inteligentes

A formação também contempla a aplicação da IA no desenvolvimento de robótica inteligente e de sistemas autônomos. Com o uso de algoritmos capazes de processar informações do ambiente, tomar decisões e se adaptar a diferentes condições, os sistemas automatizados podem realizar tarefas complexas, como montagem, soldagem e inspeção de qualidade, buscando ampliar a precisão, a eficiência, a produtividade e a qualidade dos processos.

Outro campo importante é a Ciência de Dados. A análise de informações geradas por sensores, máquinas, instrumentos e outras fontes pode auxiliar no desenvolvimento de produtos, nos processos de fabricação e na manutenção preditiva.

Ao identificar padrões e possíveis anomalias em tempo real, os engenheiros poderão antecipar falhas e programar intervenções de forma proativa, contribuindo para reduzir custos, aumentar a confiabilidade e melhorar a segurança dos sistemas.

Um dos desafios da atualidade é justamente formar profissionais capazes de fazer a ponte entre as diferentes engenharias e as áreas de IA e Ciência de Dados. A nova graduação da UEM pretende desenvolver competências em análise de dados, aprendizado de máquina e programação, preparando engenheiros para utilizar essas tecnologias nos desafios do mercado da indústria e do comércio.

Mercado de trabalho

A formação proposta prevê a integração entre diferentes áreas do conhecimento, articulada a projetos de ensino, pesquisa e extensão, além do estágio obrigatório. A UEM também mantém parcerias com empresas e recebe demandas por vagas de estágio em áreas relacionadas ao novo curso.

O profissional formado terá conhecimentos nas áreas de controle, automação, software, equipamentos e sistemas de IA. Com esse perfil multidisciplinar, poderá atuar na indústria, especialmente no setor mecatrônico, e também nos segmentos de comércio e serviços, em atividades relacionadas à automatização de processos e à análise de dados.

Há ainda perspectivas de atuação na pesquisa, no ensino e no empreendedorismo, com o desenvolvimento de soluções inovadoras para problemas contemporâneos.

O curso também encontra farta demanda em Maringá, que já dispõe de um ecossistema de tecnologia formado por empresas consolidadas, startups e iniciativas de inovação, criando um ambiente favorável à formação e à prospecção de novos talentos.

No âmbito estadual, as perspectivas também são promissoras, pois o Paraná é apontado como um futuro polo nacional de tecnologia.

Para Vasconcelos, o momento é oportuno para profissionais da área, uma tendência que se consolidou nos últimos anos na esteira da dependência de soluções de TIC em praticamente todos os setores da indústria e da economia.

“O perfil diversificado e versátil do profissional formado nessa engenharia é outro ponto que facilita a empregabilidade na área, no sentido em que ele pode atuar na indústria (setor mecatrônico), nos setores de comércio e serviços, automatizando processos e analisando dados; na universidade, pesquisando e ensinando; e como empreendedor, criando soluções inovadoras para problemas atuais”, explicou o coordenador.

O caráter inovador e versátil da área faz a profissão, regulamentada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), ser valorizada. O piso salarial do profissional formado, estabelecido em seis salários-mínimos para 6h de trabalho diárias, alcança R$ 9,6 mil, podendo chegar a valores maiores dependendo do mercado, da modalidade, remota ou presencial, e da área da empresa contratante.

O fato de o engenheiro da área poder trabalhar a distância torna a profissão ainda mais atrativa, pois permite ao profissional atuar em qualquer parte do mundo, inclusive buscando melhores remunerações em empresas internacionais.

O curso de Engenharia de Controle e Automação – Inteligência Artificial amplia o conjunto de graduações da UEM voltadas às tecnologias emergentes e busca responder à crescente demanda por profissionais capazes de combinar conhecimentos de Mecatrônica, IA e Ciência de Dados. Com a primeira oferta prevista para o Vestibular de Verão, a Universidade passa a disponibilizar uma nova opção de formação para estudantes interessados em atuar na transformação tecnológica da indústria, do comércio e dos serviços.

Vinculado ao Centro de Tecnologia (CTC), a Engenharia de Controle e Automação: Inteligência Artificial da UEM é oferecida no Câmpus Maringá em período integral, com duração de 5 anos, proporcionando ao estudante o grau de bacharel.

Universidade estadual de Maringá