ESTRADAS

Ecovia e Viapar também vão aumentar pedágio

Outras duas concessionárias de rodovias do Paraná conseguiram nesta segunda-feira autorizações judiciais para reajustar suas tarifas. Com isso, Viapar e Ecovia passarão a cobrar preços 4,13% maiores nas sete praças de pedágio que administram. Agora, o aumento do pedágio já atinge cinco das seis empresas que atuam no Estado. Apenas a Rodonorte ainda não obteve liminar para aplicar os novos valores.

As decisões favoráveis à Viapar e Ecovia foram expedidas no fim da tarde de ontem pela juíza federal Soraia Túlio. Nos dois casos, ela considerou que ''o reajuste anual das tarifas, na forma prescrita no contrato (de concessão), é questão técnica''. Afirmou ainda que ''não havendo discordância específica quanto à aplicação dos índices, não cabe ao DER/PR (Departamento de Estradas de Rodagem) a invocação de qualquer outro motivo para não homologar os cálculos apresentados''. As empresas recorreram à Justiça justamente porque os reajustes não foram autorizados pelo órgão do governo estadual.

Agora, as duas concesionárias poderão aplicar um reajuste de 4,13% em suas tarifas. A Ecovia, que administra a única praça de pedágio na BR-277, no trecho entre Curitiba e o Litoral, passará a aplicar o novo valor a partir da zero hora desta quarta-feira. O preço para carros de passeio sobe de R$ 10,90 para R$ 11,40. Já a Viapar aplica o reajuste a partir da zero hora de quinta. O valor das tarifas nas seis praças da concessionária passará a ter os seguintes preços: R$ 4,80 em Arapongas e Mandaguari; R$ 6,40 em Castelo Branco; e R$ 7,10 em Floresta, Campo Mourão e Corbélia.

Na semana passada, as empresas Caminhos do Paraná, Econorte e Rodovias das Cataratas também já haviam obtido decisões favoráveis na Justiça Federal para poder aplicar preços maiores. Apesar da insatisfação dos usuários das rodovias, os novos preços começaram a ser cobrados no último fim de semana. Agora, apenas a Rodonorte, que também pleiteia um aumento de 4,13%, ainda aguarda decisão judicial para aumentar os preços.

O DER, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que o órgão vai recorrer para tentar derrubar as liminares. Apesar disso, até ontem nenhum recurso havia sido protocolado.

Bondenews