TRÂNSITO

Motoristas e moradores relatam "semanas terríveis" no trecho em obras da avenida Morangueira

Estudantes a pé para não se atrasarem, acidentes e buracos na pista fazem parte do cenário de quem trafega pela via.

Motoristas e moradores relatam "semanas terríveis" no trecho em obras da avenida Morangueira
Com investimento de R$ 3 milhões da empresa G10, obras estavam previstas para acabarem em junho de 2026. - Foto: Reprodução/RPC
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Há meses, as intervenções na Avenida Morangueira, no trecho próximo ao Contorno Norte de Maringá, têm afetado a rotina de quem passa pelo local diariamente. Congestionamentos, pistas esburacadas, além de batidas entre veículos, estão entre as reclamações de moradores da região e residentes de outras cidades que trafegam pela via.

Trecho em obras fica a cerca de 500 metros do Posto G10. Foto: Divulgação/PMM

A estudante Solange Molina precisou adaptar sua rotina para conseguir chegar a tempo na Uningá, instituição que fica próxima ao G10, onde uma rotatória foi implementada nas últimas semanas. “Eu não consigo mais chegar no horário na faculdade. Antes, eu gastava dez minutos”. Em algumas manhãs, ela chegou a ficar 40 minutos parada no congestionamento.

“No final de julho, [a obra] já começou com meia pista interditada e, na de rolagem, eles abriram um buraco que tomava a pista inteira. Para passar, os motoristas tinham que cair no buraco, literalmente, e tendo que reduzir ao máximo para não estragar o carro”.

Ela afirma já ter visto alunos descendo do ônibus para seguir a pé pelas margens da rodovia até a faculdade, além de dois acidentes na via que tem um fluxo intenso de caminhões. O primeiro foi com uma moto e um carro e, o segundo, entre dois carros.

Apesar do trânsito caótico em perímetro urbano, a estudante afirma nunca ter visto agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) no local. “No acidente, os motoristas começaram a discutir e não havia nenhuma força de segurança”.

Pista única gera transtornos e congestionamento no trecho em obras. Foto: Divulgação/PMM

Em entrevista ao Maringa.Com, uma estudante da Universidade Estadual de Maringá (UEM), moradora de Atalaia que passa pela via diariamente, afirmou ficar parada no trânsito de 15 a 20 minutos, agora, com a abertura da rotatória.

“Não presenciei nenhum acidente especificamente na entrada da cidade ou naquela rotatória. No entanto, na rodovia e nos desvios, às vezes, acontecem algumas batidas, principalmente durante a noite. A instalação de mais sinalizações não faria mal e poderia contribuir para aumentar ainda mais a segurança dos condutores”.

Quem mora na região tem sido afetado também pelas obras de duplicação da rodovia. Leandro Souza é morador de um condomínio às margens da PR-317 e definiu a situação do trânsito como “um transtorno”.

Ele sai pela manhã para levar o filho até a escola no centro de Maringá, trajeto que demorava cerca de meia hora. “Esses dias eu fui levar meu filho 6h40 da manhã, porque ele entra por volta das 7h. Deixei ele na escola às 7h10 e fui chegar em casa às 8h20. Gastei mais de uma hora do centro de Maringá até aqui”.

Apesar de nunca ter testemunhado acidentes no trajeto, Leandro afirma que é comum ver motoristas andando pelo acostamento. “Quando conseguem um caminho depois de ficar muito tempo presas no trânsito, as pessoas saem cortando de qualquer jeito”.

Ele afirma que as semanas de obra na rotatória foram “terríveis” e que os moradores do bairro não sabiam como se programar para sair de casa devido ao trânsito caótico.

“Mesmo com a melhora da passagem, que agora abriu a pista onde vai ser a rotatória, ainda tem um gargalo muito grande porque eles deixaram muito estreito”.

Obra promete mais fluidez no trecho

A construção da rotatória no final da avenida Morangueira foi solicitada pela empresa G10, em 2022, com o objetivo de aumentar a segurança devido ao intenso tráfego de caminhões no trecho.

Em novembro de 2025, a Prefeitura de Maringá, por meio da Semob, autorizou o início das obras após a aprovação de estudos de impacto no trânsito e, de acordo com a administração municipal, a intervenção vai dar mais fluidez à região.

Sob responsabilidade do grupo G10, as obras contam com investimento de R$ 3 milhões e a previsão de conclusão era em junho de 2026.

O Maringa.Com entrou em contato com a Prefeitura de Maringá e com a empresa G10 para solicitar um posicionamento sobre os transtornos relatados e como vai o andamento dos trabalhos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Maringa.Com
Por Vanessa Santa Rosa e Gabrielle Nascimento