COMÉRCIO

Com dívida bilionária, Casas Bahia fecha 355 lojas e demite mais de 11 mil funcionários

Empresa anunciou novas medidas de reestruturação para conter custos e evitar a falência. Entenda.

Com dívida bilionária, Casas Bahia fecha 355 lojas e demite mais de 11 mil funcionários
Em 2024, a companhia já havia recorrido a um acordo de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,1 bilhões com instituições financeiras. - Foto: Renato S. Cerqueira/Estadão
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O Grupo Casas Bahia anunciou novos cortes de gastos e o fechamento de mais unidades em agosto deste ano, dando sequência ao processo de reestruturação financeira. Desde o início do plano, em 2023, a empresa já soma 355 lojas fechadas e mais de 11,6 mil colaboradores demitidos.

Na primeira fase da reorganização, cerca de 8,6 mil funcionários foram dispensados e 55 lojas tiveram as atividades encerradas. Agora, mais 3 mil colaboradores foram demitidos e cerca de 300 pontos de venda físicos foram fechados.

As ações fazem parte do Plano de Transformação anunciado pela companhia para reduzir custos operacionais e enfrentar o que classifica como "a pior crise financeira de sua história".

Segundo a petição de recuperação judicial enviada à Justiça de São Paulo, o objetivo das medidas adotadas é renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas acumuladas pela companhia e por outras nove empresas que compõe o grupo, garantindo a continuidade das operações.

Em 2024, o Grupo Casas Bahia já havia recorrido a um acordo de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,1 bilhões com instituições financeiras. A empresa destaca que as dificuldades financeiras se dão principalmente pelos “juros elevados, queda do consumo de bens duráveis, aumento de inadimplência e às pressões enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos”.

Atualmente, a empresa mantém cerca de 20 mil empregados e opera mais de 700 lojas físicas pelo país, sendo duas dessas instaladas na Avenida Brasil de Maringá.

O que é recuperação judicial?

Previsto na legislação brasileira, a recuperação judicial é um mecanismo que permite que empresas com dificuldades financeiras possam renegociar dívidas com a supervisão da Justiça.

O principal objetivo é evitar a falência, preservar o máximo de empregos possíveis e permitir que a empresa continue em funcionamento enquanto busca reequilibrar o caixa.

No caso do Grupo Casas Bahia, a recuperação foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

Maringa.Com
Por Gabrielle Nascimento