Azeites vendidos como extravirgem reprovam em análise do Ministério da Agricultura; veja marcas
Laudos também apontam para marcas que comercializam azeite lampante, impróprios para consumo.
O laboratório de análises sensoriais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou que diversos azeites vendidos no mercado brasileiro como extravirgem não atendem à classificação informada nos rótulos.
Segundo os laudos, azeites das marcas Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, comercializadas como azeite extravirgem, foram classificadas como azeite virgem, enquanto amostras das marcas Costa D'Oro e Terras de Camões foram enquadradas como azeite lampante, óleos impróprios para consumo.
De acordo com o Ministério da Agricultura, um azeite extravirgem possui acidez livre máxima de 0,8%, sabor e aroma sem defeitos sensoriais. Já o azeite virgem apresenta acidez livre de até 2% e pode conter pequenas imperfeições sensoriais.
A pasta atendeu à uma determinação judicial movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, que está investigando fraudes no mercado de azeites extravirgem no Brasil e procura adotar medidas mais rígidas para controle da importação de azeites a granel e já envasados.
Em um comunicado divulgado na última quinta-feira (6), o Mapa afirmou que os resultados apresentados ainda não são definitivos e as marcas podem solicitar a realização de contraprova.
Ainda segundo o ministério, as informações disponíveis até o momento dizem respeito apenas à classificação dos produtos em relação aos padrões de identidade e qualidade e não indicam danos à saúde pública. Se houver a identificação de qualquer indício de risco para os consumidores, medidas de fiscalização serão tomadas imediatamente.