Equinócio de primavera resulta em dias mais longos; entenda o fenômeno
Hemisfério Sul ganha quase 50 minutos a mais de luz solar até o final do ano.
Com a chegada da primavera às 21h05 (horário de Brasília) do dia 22 de setembro, não são apenas a paisagem e o clima que se transformam. O chamado equinócio de primavera também traz dias mais longos e noites mais curtas no Hemisfério Sul.
O fenômeno ocorre devido à inclinação do eixo da Terra e às mudanças na movimentação do planeta ao redor do Sol. Essa leve alteração é percebida gradualmente, estendendo as horas de luz solar ao longo dos meses.
O fenômeno acontece devido a uma pequena inclinação em seu próprio eixo e mudanças na forma de movimentação da Terra ao redor do Sol. Essa leve alteração pode ser percebida de forma gradual, encurtando as noites e estendendo os dias.
O equinócio acontece duas vezes por ano, em março e setembro, marcando o início astronômico do outono ou da primavera, conforme o hemisfério.
Como notar a diferença no dia a dia
A mudança na duração dos dias fica mais evidente ao longo das semanas, atingindo seu ponto máximo perto do fim do ano. O meio mais fácil de notar essa transformação é acompanhar o horário do pôr do Sol, que vai demorando cada vez mais para desaparecer no horizonte.
Em Maringá, por exemplo, o Sol se pôs por volta das 18h24 no dia 23 de setembro. Já no dia 24 de setembro, a previsão foi às 18h25 e, até 8 de outubro, deve sumir apenas às 18h29. No pico desse processo, no fim de dezembro, os dias chegam a ter quase 50 minutos a mais de luminosidade.
Somente a partir do solstício de verão, no dia 21 de dezembro, o fenômeno se inverte e as horas de luz solar voltam a diminuir gradualmente.