Espetáculo “Desfruta-me” propõe reflexão sobre hiperconexão e afetos digitais
Apresentação da Cia. de Dança AMA Jazz estreia em Maringá no dia 12 de junho.
A Cia. de Dança AMA Jazz estreia em 12 de junho o espetáculo “Desfruta-me”, uma montagem de jazz contemporâneo que investiga os impactos da hiperconexão nas relações humanas.
Com coreografia e direção de Juliano Ferreira, a obra utiliza a dança para refletir sobre o excesso de informação, o consumo acelerado de conteúdos digitais e os impactos do tempo excessivo de tela na saúde física, mental e nas relações sociais.
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No dia 12, as apresentações acontecem às 16h30 e às 19h30 no Teatro Reviver Magó. Já no dia 13, haverá sessão única às 19h30 no Teatro Barracão, com audiodescrição. Encerrando a temporada, no dia 14 ocorrem as últimas apresentações, às 16h30 e às 19h30, também no Barracão.
Todas as sessões têm entrada gratuita. Com classificação indicativa de 10 anos, o projeto é viabilizado pelo Fomento Aniceto Matti e leva ao palco os bailarinos Augusto Hattori, Ana Júlia Sarri, Gustavo Braga, Hemyly Leme, Jade Tourinho, José Sancevini, Luísa Guidelli, Mariana Castilho, Mariana Renisz e Nicoly Leona.
Construído a partir de pesquisas corporais desenvolvidas pelo grupo na Academia Márcia Angeli, o espetáculo nasce de uma iniciativa autônoma do elenco, que busca aprofundar investigações em dança para além das aulas regulares. Em cena, eles exploram a pesquisa de movimentos e a experimentação.
O espetáculo pretende ser uma crítica, mas também realizar uma autocrítica ao ritmo acelerado com que aderimos aos acontecimentos.
“A obra mergulha na nossa relação com a tecnologia, expondo como o uso excessivo do celular nos transforma em ‘zumbis contemporâneos’. É um olhar crítico sobre como a interferência constante da internet molda o comportamento e chega a desgastar a própria essência do corpo humano”, comenta o coreógrafo e diretor, Juliano Ferreira.
A montagem parte de referências do cotidiano para refletir sobre a relação constante com dispositivos móveis e redes sociais. Um dos conceitos abordados é o FOMO (Fear Of Missing Out), expressão utilizada para descrever o medo de ficar de fora de acontecimentos e interações virtuais, sensação que leva muitas pessoas a permanecerem conectadas continuamente.
No espetáculo, uma maçã (símbolo associado a uma conhecida empresa de tecnologia) atravessa a cena como metáfora do consumo desenfreado de informações, sem que haja tempo para decantá-las de modo crítico. Disputada entre os bailarinos, a fruta representa a necessidade de participar de debates, tendências e acontecimentos que circulam nas redes, mesmo quando distantes da experiência cotidiana.
Além das apresentações, o projeto terá ações formativas voltadas à comunidade. Serão oferecidas duas oficinas gratuitas de jazz contemporâneo, ministradas por Juliano Ferreira e pelos bailarinos Ana Julia Sarri, Gustavo Braga e Jade Tourinho, abertas a participantes com experiência prévia em dança.