Paraná é o estado com maior taxa de homicídios do Sul do país, de acordo com Atlas da Violência
Pesquisa aponta que, em 2024, o Brasil atingiu o menor patamar de homicídios desde o início da série histórica.
Em 2024, o Paraná registrou a maior taxa de homicídios da região Sul, de acordo com o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (26).
O estado contabilizou 18,6 homicídios a cada 100 mil habitantes, abaixo da média nacional (20,1), mas à frente das taxas do Rio Grande do Sul (15,2) e de Santa Catarina (8,1).
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O estudo foi produzido a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS).
Cenário nacional
O Atlas da Violência mostra uma redução na taxa de homicídios no Brasil em 2024. Foram 42.490 mortes no ano, uma queda de 7,4% em relação a 2023 e o menor patamar da série histórica, iniciada em 2014.
Entre os estados, a menor taxa foi registrada em São Paulo (6,6), cerca de um terço da taxa do país. Por outro lado, o Amapá apresentou a maior taxa (45,7), mais que o dobro da média nacional.
Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará também aparecem com números acima da média.
Confira as taxas de homicídios por 100 mil habitantes separadas por estado:
- Acre: 20,2
- Alagoas: 35,9;
- Amapá: 45,7;
- Amazonas: 32,2;
- Bahia: 40,9;
- Ceará: 34,3;
- Distrito Federal: 10,3;
- Espírito Santo: 26;
- Goiás: 18,4;
- Maranhão: 31,1;
- Mato Grosso: 29,1;
- Mato Grosso do Sul: 18,3;
- Minas Gerais: 12,8;
- Pará: 27,4;
- Paraíba: 25,7;
- Paraná: 18,6;
- Pernambuco: 37,3;
- Piauí: 20,6;
- Rio de Janeiro: 20,4;
- Rio Grande do Norte: 23,5;
- Rio Grande do Sul: 15,2;
- Rondônia: 30,3;
- Roraima: 27,8;
- Santa Catarina: 8,1;
- São Paulo: 6,6;
- Sergipe: 23;
- Tocantins: 19,8.
O Atas alerta que o número de homicídios pode ser maior. Há casos em que o Estado não consegue identificar a causa básica do óbito, classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Essas mortes somaram 3.311 casos em 2024, com expansão de 23,8%, em relação a 2023.
Em uma estimativa feita pelos pesquisadores, levando em conta registros de homicídios ocultos, o Brasil pode ter tido 49.763 mortes desse tipo em 2024, o que elevaria a taxa para 23,4 mortes por 100 mil habitantes.