Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras irregulares no Brasil
Agência explica que produtos têm origem desconhecida.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em medida publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (15), a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada.
“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.
A Anvisa também destacou, em nota, que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”.
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“Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a agência, por meio dos canais de atendimento, ou com a vigilância sanitária local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.”
Uso seguro
Nesta quinta-feira (16), a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras.
“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.
A iniciativa faz parte de um plano para combate a irregularidades na importação e manipulação de canetas emagrecedoras. Entre as ações previstas estão o incentivo à prescrição responsável, o fortalecimento da notificação de eventos adversos e a promoção de campanhas de orientação voltadas para profissionais de saúde e para a população.
“O documento destaca a preocupação das instituições com a ampliação do uso de medicamentos originalmente indicados para o tratamento de doenças crônicas, como diabetes e obesidade, que vêm ganhando popularidade em diferentes contextos clínicos”, ressaltou a Anvisa.
A carta de intenção alerta que o aumento da oferta e da procura por canetas emagrecedoras tem sido acompanhado por irregularidades em etapas como importação, manipulação, prescrição e dispensação dos medicamentos, “o que pode expor pacientes a riscos evitáveis”.