PCPR investiga fraude na Prova Paraná Mais; alunos foram aprovados em Medicina na UEM, UEL e UEPG
Avaliação é usada para ingresso no ensino superior por meio do programa Aprova Paraná Universidades. Estudantes que fizeram a prova em 2025 estão entre os investigados.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (25) em uma operação que investiga fraude na Prova Paraná Mais. As ordens judiciais foram cumpridas em Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.
De acordo com a investigação, sete alunos obtiveram aprovação de forma irregular, cinco deles no curso de Medicina de instituições concorridas, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A Prova Paraná Mais é aplicada para alunos da rede estadual e usada como critério classificatório para ingresso em instituições públicas de ensino superior do estado por meio do programa Aprova Paraná Universidades.
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A investigação teve início após a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) identificar indícios de fraude na avaliação de 2025. Em uma mesma turma de Tapejara, alunos apresentaram pontuações próximas entre si, com mais de 95% de acertos nas questões objetivas e desempenho inferior na redação. Ao comparar esses resultados com o histórico escolar dos estudantes, foi verificada incompatibilidade com as notas e o rendimento apresentados ao longo dos anos.
Diante dos indícios, o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, entrou em contato com o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, para solicitar a abertura de investigação e a adoção de providências. Durante as investigações conduzidas pelo delegado Thiago Vicentini de Oliveira, a PCPR constatou que dois candidatos utilizaram telefones celulares de forma oculta nos dois dias de prova. “Eles pesquisaram respostas e as repassaram aos demais envolvidos por meio de anotações”, informou o delegado.
Segundo a delegada Taís de Melo, a fiscal responsável pela aplicação da prova também está sendo investigada.