Docentes da UEM podem entrar em greve uma semana após o início das aulas; entenda
Paralisação foi aprovada em assembleia na última terça-feira (24).
Em assembleia realizada nesta terça-feira (24), os docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram o indicativo de greve, com paralisação prevista para o dia 17 de março, uma semana após o retorno das aulas na instituição.
A decisão da seção sindical SESDUEM foi comunicada à reitoria por meio de ofício. O documento destaca que a medida integra um movimento maior de mobilização das universidades públicas estaduais do Paraná.
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Principais pautas da mobilização
- reposição salarial/data-base;
- equiparação do piso salarial ao do magistério da educação básica (R$ 5.130,26);
- igualdade salarial e de condições de trabalho para professores temporários;
- autonomia plena, com orçamento garantido, contestando a Lei Geral das Universidades (LGU).
Em nota, a SESDUEM informou que também foram discutidas estratégias para o período eleitoral, incluindo a cobrança de posicionamento de candidatos sobre o serviço público. Clique aqui e confira o comunicado oficial na íntegra.
Lei Geral das Universidades (LGU)
Instituída pela lei estadual nº 20.933/2021, a LGU estabelece critérios para distribuição de recursos entre as sete universidades estaduais do Paraná e novas regras para pagamento e contratação de professores e agentes. O objetivo é padronizar a eficiência e a transparência da administração.
No entanto, a comunidade acadêmica contesta a lei, alegando que ela limita a autonomia universitária e compromete a manutenção das instituições públicas.
Próximos passos
Com a decisão da assembleia, os docentes da UEM irão à Curitiba no dia 17 de março para participar ativamente da mobilização. Uma nova reunião será realizada no dia 19 de março para avaliação da greve.