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Coerência, preparo e objetividade: diretora de RH dá dicas para uma boa entrevista de emprego

Especialista explica como os candidatos podem causar uma primeira impressão positiva no processo.

Coerência, preparo e objetividade: diretora de RH dá dicas para uma boa entrevista de emprego
Segundo Juliana Coelho, diretora de RH da Enjoy, atitudes básicas já podem ajudar no processo. - Foto: Freepik
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A entrevista de emprego é uma etapa essencial na busca por uma vaga, mas também é a mais temida pelos candidatos que ficam em dúvida sobre como causar uma primeira impressão positiva nos recrutadores e se destacar em meio a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Segundo Juliana Coelho, diretora de RH da Enjoy, atitudes básicas já podem ajudar no processo. “Um candidato que causa uma boa primeira impressão se prepara para a entrevista, chega no horário combinado, se veste de forma adequada ao contexto e se comunica com clareza”.

Ela explica que, apesar de parecer simples, essa organização demonstra postura e maturidade profissional, características que os recrutadores prestam atenção desde o momento da análise do currículo.

“Currículos objetivos, com resultados claros, linguagem simples e foco no que realmente importa para a vaga se destacam muito”, afirma Juliana. “Um bom currículo conta uma história profissional convincente, alinhada com o que o mercado procura, e não é apenas um registro de empregos”.

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Durante a entrevista, a recrutadora enfatiza que não são esperadas respostas perfeitas, mas é importante que o candidato consiga conversar com clareza sobre suas experiências prévias. “Trabalhamos muito com entrevistas por competências, em que exploramos como o candidato reagiu diante de situações difíceis, como lidou com conflitos, quais decisões relevantes já precisou tomar no trabalho, que feedbacks recebeu e quais foram seus principais aprendizados ao longo da trajetória profissional”.

Fazer perguntas conta pontos

Na preparação para a entrevista de emprego, é comum que o candidato se dedique a ensaiar as respostas mais coerentes, mas esqueça de pensar em perguntas importantes que podem ser feitas durante o processo e são essenciais para o alinhamento de expectativas.

Ainda mais porque demonstrar curiosidade é visto positivamente pelos recrutadores de RH, incluindo questionamentos sobre salários. “É totalmente válido perguntar ao final da entrevista sobre qual é a faixa salarial prevista para a posição e avaliar se existe compatibilidade antes de avançar no processo”, explica Juliana. “Negociação não é confronto, é alinhamento de expectativas. Quando o candidato tem clareza sobre sua capacidade de entrega de resultados, e consegue ler o contexto atual da empresa e da posição, a negociação acontece de forma mais objetiva, madura e alinhada para ambos os lados”.

Além disso, Juliana destaca como fazer perguntas ajuda o candidato a entender se a posição almejada faz sentido para sua realidade profissional. “Em alguns casos, a vaga pode não oferecer grandes oportunidades de crescimento no curto ou médio prazo, e isso não é um problema, desde que esteja claro para ambas as partes. A entrevista é uma via de mão dupla: empresa e candidato estão avaliando se existe compatibilidade”.

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Por Vanessa Santa Rosa