Paciente em Maringá é o primeiro paranaense a receber tratamento experimental contra lesão medular
Homem de 64 anos foi vítima de um acidente de trânsito em dezembro de 2025 e perdeu os movimentos do corpo.
Na tarde desta quinta-feira (8), a Santa Casa de Maringá foi responsável pela realização de um procedimento inédito no estado que pode mudar a vida de pacientes vítimas de lesões medulares.
Um homem de 64 anos recebeu a aplicação da substância polilaminina, desenvolvida no Brasil e que está em fase de testes na pesquisa clínica para regeneração da medula espinhal.
Leia também:
- Anvisa recolhe lote de molho de tomate com pedaços de vidro
- Escolas estaduais reabrem matrículas para cursos técnicos; veja opções
- Veja de onde são os vencedores do sorteio de janeiro de 2026 do Nota Paraná
Vítima de um acidente de trânsito em Colorado, o motociclista Juarez Rocha perdeu os movimentos abaixo do pescoço e segue internado na UTI da Santa Casa de Maringá desde dezembro de 2025.
Três dias após o internamento, um médico residente do hospital levantou a possibilidade de trazer Juarez para o tratamento experimental.
Dois médicos ligados ao projeto de pesquisa, 100% nacional, que é coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vieram à cidade para fazer a aplicação junto com a equipe do hospital maringaense.
Este foi o 25º paciente do Brasil e o primeiro do Paraná a receber medicamento que pode revolucionar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Como funciona o tratamento
A polilaminina foi administrada por uma técnica semelhante à anestesia raquidiana, com aplicações acima e abaixo da área lesionada da medula.
A substância é produzida em laboratório a partir da laminina, uma proteína presente no organismo humano e extraída, no projeto, da placenta.
De acordo com a pesquisa, a substância reduz o processo inflamatório após a lesão e cria um microambiente favorável para a reconexão dos neurônios afetados.
Os resultados iniciais dos estudos clínicos têm sido considerados promissores. Pacientes que antes não apresentavam qualquer movimento passaram a recuperar funções motoras em diferentes graus, contrariando o prognóstico tradicional das lesões medulares traumáticas.