SAÚDE

Varíola dos macacos: conheça a doença que tem alertado a Organização Mundial da Saúde

Com dois casos suspeitos no Brasil, a varíola dos macacos já está presente em 12 países fora da África

Varíola dos macacos: conheça a doença que tem alertado a Organização Mundial da Saúde
A varíola dos macacos, ao contrário da Covid-19, é um vírus conhecido e estável sem grandes chances de mutação, mas sua transmissão por outros países tem chamado atenção das autoridades de saúde. - Foto: Freepik

A varíola dos macacos ganhou atenção internacional após o registro de casos em 12 países além da África onde, em algumas regiões, o vírus é considerado uma doença endêmica. Tudo teve início no dia 7 de maio, quando um caso da doença viral foi confirmado no Reino Unido. 

O paciente contaminado havia viajado recentemente para a Nigéria e acredita-se que ele tenha contraído a doença antes de voltar para casa. Poucos dias depois, outros casos também foram identificados em diversos países ao redor do mundo, causando alerta entre cientistas e profissionais da saúde.

Ainda não se sabe a origem certa da contaminação, mas há teorias de que “algum evento de massa recente tenha atuado como um foco amplificador”, destaca a BBC News Brasil. De acordo com especialistas é possível que uma epidemia da doença comece, mas muito longe de se tornar algo como o que foi a pandemia de Covid-19. 

A varíola dos macacos, ao contrário da Covid-19, é um vírus conhecido e estável sem grandes chances de mutação. Além disso, boa parte da população possui algum grau de imunidade contra a doença, pois é um vírus relacionado com a varíola humana, erradicada na década de 80 através de campanhas mundiais de vacinação. 

Não se sabe ao certo o nível de imunidade entre a população vacinada contra a varíola humana, mas estima-se que tais indivíduos, com idade superior a 45 anos, sejam menos vulneráveis ao vírus. 

Conheça os principais sintomas, formas de transmissão e tratamentos para a varíola dos macacos: 

TRANSMISSÃO — Considerada uma transmissão moderada e pouco eficiente, a varíola dos macacos é transmitida principalmente através do contato com infectados. É possível contrair a doença ao tocar nas feridas de alguém contaminado ou ao entrar em contato com roupas, lençóis e toalhas do paciente. 

Fluídos corporais e sangue também transmitem a doença. Por isso, relações sexuais e tosse ou espirro podem infectar outras pessoas.  

Uma medida para evitar a exposição ao vírus é a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel.

Vale destacar que o surgimento de novos casos em diversos países pode indicar a mutação do vírus fazendo com que algumas perguntas ainda estejam sem respostas. Por isso, é fundamental estimular o cuidado e orientação geral sobre a doença. 

SINTOMAS — Os sintomas da varíola dos macacos são fáceis de identificar e geralmente possuem uma manifestação leve. Considerada uma doença autolimitada, os sintomas podem durar entre duas e quatro semanas e raramente se tornam casos graves, mesmo com uma alta taxa de mortalidade (11%).

Fácil de identificar, a doença possui sintomas bem característicos, como é o caso das feridas na pele, que surgem até três dias depois do paciente apresentar sinais de febre. Confira a lista completa de sintomas: 

  1. Dor de cabeça;
  2. Febre e calafrios;
  3. Dores musculares;
  4. Feridas na pele (rosto, palmas das mãos e solas dos pés);
  5. Inflamação dos gânglios linfáticos;
  6. Cansaço.

Por se tratar de uma doença conhecida, os tratamentos antivirais são eficazes e minimizam a possibilidade de casos graves da varíola dos macacos. O médico infectologista do Hospital Universitário de Brasília (UnB), André Bon, destaca que há vacinas eficazes contra a doença, mas elas não estão disponíveis no mercado. No entanto, ainda não é momento para preocupações. 

“Há apenas cepas guardadas para se for necessário voltarem a ser reproduzidas. Vale lembrar que a forma como a vacina da varíola era feita antigamente não é mais utilizada no mundo. Era uma metodologia um pouco mais antiga e atrasada. Hoje temos formas mais tecnológicas e seguras de se fazer a vacina, caso venha a ser necessário”, disse o médico infectologista.

Maringa.Com