SUSTENTABILIDADE

Com ponto de coleta em Maringá, aplicativo promove a reciclagem de roupas usadas

Para amenizar os impactos do lixo têxtil, o app Cotton Move apresenta pontos de coleta para reciclagem de roupas com algodão em todo o país

Com ponto de coleta em Maringá, aplicativo promove a reciclagem de roupas usadas
Em 2014, pesquisa do Sebrae apontou que 80% dos resíduos de tecido do Brasil são destinados a lixões ou são incenerados e, por dia, apenas na região do Brás de São Paulo, cerca de 16 caminhões saem repletos de lixo têxtil. - Foto: Reprodução/Fantástico

Já parou para pensar no que acontece com as roupas usadas que não podem ser doadas e são jogadas no lixo? O nome deste lixo que se acumula em pilhas nos aterros sanitários ao redor do mundo é lixo têxtil e tem se mostrado uma grande ameaça ao meio ambiente. No Chile, por exemplo, o deserto do Atacama é tomado por toneladas de tecidos e roupas descartadas pelo Estados Unidos, Europa e Ásia.

O cenário brasileiro também é procupante. Em 2014, pesquisa do Sebrae apontou que 80% dos resíduos de tecido do Brasil são destinados a lixões ou são incenerados e, por dia, apenas na região do Brás de São Paulo, cerca de 16 caminhões saem repletos de lixo têxtil. Ou seja, apenas 20% de todo esse material é reciclado.

Como forma de encontrar um novo destino para o lixo têxtil e promover a reciclagem, a Plataforma Circular desenvolveu o app Cotton Move - disponível para iOS e Android.

Através do app é possível encontrar os pontos de coleta seletiva de tecidos, além de acompanhar o processo de reciclagem mostrando quantos dias para uma peça ser reciclada e o quanto ela pode ser reaproveitada em novas confecções (até 95%).

Mas atenção, pois nem toda roupa é reciclável. Para uma roupa ser reciclada, é necessário que ela tenha algodão em sua composição como jeans, sarjas e malhas. Outros tecidos que não possuem algodão e que não podem ser reaproveitados são separados da coleta e descartados de forma correta, longe dos aterros sanitários.

Entre os mais de 200 pontos de coleta distribuídos pelo país, um está disponível para os maringaenses na loja C&A do shopping Maringá Park. 

Após a coleta, os materiais com algodão são destinados a centros de triagem e, posteriormente, são transformados em tecidos e roupas que compõem novos looks disponíveis nas vitrines do varejo.

De acordo com Jonas Lessa, responsável pelo gerenciamento da triagem dos tecidos, em entrevista à Folha, o público é quem determina a escala do projeto e, por isso, a conscientização é fundamental.

O próximo passo do projeto é instigar novos varejistas a fazerem parte da Plataforma Circular para reciclagem de tecidos. No entanto, é necessário que alguns requisitos sejam atendidos como, por exemplo, ter boas práticas e engajamento em prol da sustentabilidade.

Maringa.Com com informações da Folha de São Paulo