Decisão sobre as aulas remotas na UEM é adiada para semana que vem
O assunto começou a ser discutido nesta quarta-feira (15) em reunião no Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) e foi adiado após pedido de um professor para analisar melhor o processo
A decisão sobre a volta das aulas de forma remota na Universidade Estadual de Maringá foi adiada para semana que vem. O assunto começou a ser discutido nesta quarta-feira (15) em reunião no Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) e foi adiado após pedido de um professor para analisar melhor o processo. O CEP é composto por coordenadores de cursos de graduação, pós-graduação e representantes dos alunos.
A UEM suspendeu o início das aulas do ano letivo de 2020 devido à pandemia do novo Coronavírus. A proposta de retorno remoto foi realizada por um grupo de trabalho da UEM que já foi aprovada na Câmara de Graduação. O plano é o de retornar as aulas remotamente a partir de 3 de agosto.
O pedido de adiamento da decisão foi feito pelo professor Thiago Ferraiol, do departamento de matemática. Ele é um dos docentes contrários ao ensino remoto e durante a reunião do CEP, Ferraiol falou que esse tipo de medida iria apenas atender a uma elite. Dados da UEM coletados através de questionário online, apontam que ao menos 200 alunos têm dificuldade em acessar a internet.
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A UEM afirma estar tomando as medidas necessárias para evitar que alunos sejam prejudicados com o ensino remoto. A instituição obteve a doação de 450 smartphones da Receita Federal, que poderão ser emprestados para os alunos que não possuam equipamentos. A UEM também afirma estar trabalhando para fornecer internet de graça para quem não tem banda larga.
ATO – Professores e alunos do grupo “Mobiliza UEM” realizaram um ato em frente à reitoria durante a reunião. De acordo com o grupo, o ensino remoto não abrange todos os públicos, já que, nem todos os alunos têm acesso à internet e à tecnologia para o ensino remoto.