CULTURA

Secretaria desburocratiza participação de artistas no Aniceto Matti

Secretaria desburocratiza participação de artistas no Aniceto Matti
A Secretaria de Cultura (Semuc) quer desburocratizar o Prêmio Aniceto Matti (concurso anual de projetos artísticos) e estuda mecanismos, sem prejuízos à legalidade, para facilitar a participação de proponentes. Uma das possíveis alterações é a inscrição apenas com o projeto. Documentos de habilitação seriam apresentados em fase posterior.

“A qualidade do projeto é o primeiro fator a ser analisado. Com uma proposta aprovada o artista terá mais tempo e motivação para providenciar as documentações”, assinala o secretário de Cultura, Miguel Fernando.

Para habilitação são requeridos além de documentos pessoais, diversas certidões, declarações, atas e demais comprovantes que em alguns casos tomam tempo e dificultam a inscrição da classe artística. A ideia é priorizar o projeto e depois da classificação, seguir para a fase documental. Ambos poderão ser protocolados de forma inédita em ambiente virtual, não havendo necessidade de impressões e entrega pessoal.

A previsão de publicação do novo edital é março e o número de projetos, categorias e valores serão ainda definidos em assembleias no Conselho Municipal de Políticas Culturais. Como a Semuc obteve a aprovação de projeto junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine) de R$ 500 mil para produção audiovisual, é provável que essa categoria seja desmembrada do Aniceto e os valores destinados as demais áreas.

O último edital (2018) do Aniceto Matti previa R$ 2 milhões, R$ 500 mil a mais que o anterior, para 49 projetos do Patrimônio Cultural, Artes Populares, Artes Visuais, Artes Cênicas, Literatura e Leitura, Música, Audiovisual e Culturais Iniciantes. Visando capacitar e orientar artistas para o edital 2019, a Semuc vai oferecer formação para sanar dúvidas e organizar projetos dentro dos regulamentos.

Também de forma inédita, a Semuc forma um banco de pareceristas responsáveis na aprovação de projetos. O chamamento público conta com mais de 50 inscrições. Os profissionais devem ter no mínimo seis anos de experiência na área cultural, comprovados por prêmios, certificados, críticas e publicações. A medida facilita a contratação e a seleção de projetos, que podem ser analisados de qualquer lugar, uma vez que passam a ser digitalizados.

Aniceto Matti

O prêmio foi iniciado em 2011 e passou por diversas reformulações. Homenageia o autor da música do Hino à Maringá que nasceu na cidade de Piacenza - Itália em 09 de Janeiro de 1920, vindo para Maringá em 1953, procedente de Buenos Aires (Argentina). Professor de música, com passagens em diversas instituições culturais da Cidade Canção, faleceu em 14 de dezembro de 2000, consagrando-se como um dos grandes nomes da cultura maringaense.

Prefeitura de Maringá