SAÚDE

Saúde alerta sobre cuidados com a dengue nos cemitérios

Saúde alerta sobre cuidados com a dengue nos cemitérios
Cuidado para que vasos de flores não se tornem criadouros do mosquito
Nesta segunda-feira (2), milhares de pessoas devem visitar os cemitérios do Estado por conta do Dia de Finados. A população deve estar atenta para que os vasos de flores e outros objetos deixados nos túmulos não se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças como a febre chikungunya e a zyka.

A alta temperatura, aliada à previsão de chuva para algumas regiões, reforçam ainda mais o alerta. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas, os cemitérios são considerados locais de risco para a proliferação do mosquito, mas no mês de novembro o perigo é maior.

“Trata-se de um período em que as condições climáticas favorecem a reprodução, evolução e dispersão do Aedes aegyti. Por isso, temos que concentrar todas as nossas forças na prevenção, eliminando todo objeto que possa acumular água”, explicou a superintendente.

A principal recomendação é que as pessoas não deixem recipientes, como vasos de flores e pratos de velas, expostos à água da chuva. Além disso, os suportes de vasos devem ser preenchidos com areia, evitando o acúmulo de água. Furos em lápides e jazigos também devem ser tampados.

Para a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, todos objetos que acumulam água merecem atenção durante a visita ao cemitério. “Pratos e suportes para velas, também podem se tornar criadouros. Outro problema comum é o destino inadequado de descartáveis, como copos plásticos, garrafas pet e sacolas”, explica.

LIMPEZA – O alerta sobre a dengue também serve para as administrações dos cemitérios. Antes do feriado, é comum que se façam pequenos ajustes estruturais e pinturas para receber os visitantes. O problema é o destino das embalagens de produtos de limpeza e pintura, que muitas vezes são abandonados no local.

Após o feriado, o combate à dengue continua. É recomendado que as equipes de manutenção façam uma força-tarefa de limpeza nos cemitérios para eliminar objetos que possam ser propícios para a reprodução do mosquito.

RISCO – Diversas regiões do Estado já apresentam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do mosquito. Apesar disso, o Aedes Aegypti só se prolifera se encontrar criadouros ideais para depositar seus ovos.

Somente neste ano, 36.201 casos e 25 mortes por dengue já foram confirmados no Paraná.