SAÚDE

Teste rápido auxilia diagnóstico e tratamento precoce da dengue

Disponível desde 2012 na rede pública de saúde paranaense, o teste rápido da dengue tem contribuído para as ações de controle da doença no Estado. O exame, distribuído pelo Governo do Estado aos municípios, é extremamente confiável e reduz em quatro dias o tempo para obtenção do resultado definitivo.

Nesta terça-feira (7), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde apresentaram, via videoconferência, o novo protocolo vigente para a utilização do exame nos serviços de saúde do Paraná. O evento contou com a participação de representantes das 22 regionais de saúde, responsáveis pela descentralização dos testes aos municípios.

De acordo com as novas recomendações, o teste é indicado principalmente em situações relacionadas à condição pré-epidêmica do município ou ao caso clínico do paciente. Segundo a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, o uso do teste rápido é essencial para detectar de forma mais ágil o início da epidemia em um determinado bairro ou até mesmo na cidade.

“Desta forma, é possível que o gestor planeje e desenvolva ações de controle do mosquito de maneira focada em regiões com maior perigo”, afirmou.

Além disso, o teste rápido ajuda no diagnóstico diferencial de casos graves. “Se um paciente chega ao serviço de saúde com sinais de alarme, o profissional deve solicitar o exame para descartar ou confirmar a dengue imediatamente, facilitando a escolha do tratamento mais adequado e diminuindo os riscos de morte”, completou Ivana.

SITUAÇÃO DE EPIDEMIA - Na reunião, a Secretaria da Saúde também informou a ocorrência de mais três mortes por dengue no Estado. Com isso, sobe para sete o número de óbitos causados pela doença desde o início do ano. Até agora, 32 municípios paranaenses estão em situação de epidemia e outros 28 em alerta por conta do aumento no número de casos.

As novas mortes foram registradas em Ângulo, na região Norte, e Umuarama e São Jorge do Patrocínio, no Noroeste. A confirmação foi feita pela comissão estadual de mortalidade da dengue após análise laboratorial, clínica e epidemiológica de cada caso, com o apoio dos hospitais, secretarias municipais de saúde e regionais de saúde envolvidas. Os outros óbitos do ano ocorreram em São João do Caiuá, Loanda, Assis Chateaubriand e Marechal Cândido Rondon.

Para a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann, a dengue é uma preocupação permanente no Paraná, não apenas nos meses de verão. “A população e os profissionais de saúde não devem esquecer da dengue mesmo com as temperaturas mais baixas. Percebemos que o número de casos vem aumentando e não podemos baixar a guarda neste momento”, destacou Themis.

Os serviços de saúde devem ficar atentos a todo caso considerado suspeito. “A partir de agora, outras doenças com sintomas parecidos à dengue começam a circular com maior intensidade. É importante que aos primeiros sintomas a pessoa procure atendimento e não tome medicamentos por conta própria, o que pode agravar o quadro”, disse a coordenadora.

O Governo do Estado tem apoiado os municípios em epidemia com a liberação de camionetes de UBV pesado (fumacê) para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

O Estado também enviou uma série de medicamentos e outros componentes necessários para o tratamento dos doentes. Equipes das regionais de saúde estão acompanhando de perto o enfrentamento das epidemias e articulando ações de conscientização na comunidade.

O objetivo é intensificar a eliminação manual de todo objeto ou recipiente que possa acumular água e se tornar um foco de dengue, sobretudo em casas e quintais. Atualmente, metade dos criadouros encontrados pelos agentes é considerado lixo, como copos descartáveis, garrafas pet, sacolas plásticas.

DADOS – De agosto de 2014 até esta segunda-feira (6), 5.889 casos de dengue foram confirmados no Paraná, sendo que 12 evoluíram para a forma grave da doença.

Segundo o último boletim sobre a situação da dengue no Paraná, os municípios que concentram os maiores números de casos são São João do Caiuá (561), Loanda (446), Londrina (317), Jataizinho (307) e Nova Esperança (218).

“A dengue é preocupação em todo País. Somente o Estado de São Paulo já confirmou mais de 100 mil casos da doença e isso mostra que a vigilância para eliminação de focos do mosquito transmissor deve ser constante”, alerta Ivana Belmonte.

A Secretaria da Saúde informou ainda a ocorrência de mais dois casos importados de febre chikungunya no município de Maringá. Os casos dizem respeito a duas meninas que viajaram para o Caribe no início do ano.