A partir do mês que vem o pronto atendimento aos casos graves de ortopedia e cardiologia no município também passará a ser prestado pelo Hospital Santa Rita de Maringá.O anúncio foi feito na tarde de quinta-feira (22), no auditório da Secretaria Municipal da Saúde, durante coletiva concedida à imprensa pelo secretário Municipal, Heine Macieira; pelo chefe da 15ª Regional de Saúde, Magid Name, e pelo superintendente administrativo do Hospital Santa Rita, Hiran Alencar Castilho.Segundo Castilho, a decisão foi tomada depois de o Governo do Estado assegurar o repasse de R$ 50 mil mensais para que a instituição também passe a prestar prestar pronto atendimento e internação para pacientes que necessitem de tratamento de alta complexidade em ortopedia e cardiologia em Maringá, desafogando a atual fila de espera por tratamento na Santa Casa e nos hospitais Universitário e Municipal.Conforme o acordo, o pagamento do valor adicional ao Hospital Santa Rita será temporário, até que a instituição tenha formalizado o credenciamento, já solicitado desde 1995, junto ao Ministério da Saúde. "Estamos dispostos a prestar atendimentos de emergência e internação para, em princípio, equacionar o problema da falta de leitos e pronto atendimento aos casos graves de ortopedia em Maringá. Afinal, entendemos que a solução dos problemas na área de saúde passa pela somatória de esforços em benefício da população", afirmou o superintendente. Entretanto, ele alertou mais uma vez que os valores repassados pelo Governo Federal sequer cobrem as despesas de custos com o material médico hospitalar necessário.
"A ajuda de R$ 50 mil mensais é pouca e não resolve definitivamente o problema, porém, trará um alívio e solução emergencial à demanda represada", observou. FALTA DE LEITOS: na entrevista coletiva o secretário municipal da Saúde, Heine Macieira, e o chefe da 15ª Regional de Saúde, Magid Name, explicaram que a proposta do repasse estadual havia sido formulada na última terça-feira pelo prefeito Silvio Barros ao diretor geral da Secretaria Estadual da Saúde, Carlos Manoel, durante reunião com a classe médica, no Paço Municipal.A reunião convocada pelo prefeito atendeu a uma solicitação da promotora pública municipal de Defesa da Saúde, Elza Kimie Sangalle, que, em cumprimento à Lei do SUS, solicita a disponibilidade de vagas para internações de pacientes que necessitam de pronto atendimento nos hospitais credenciados à rede pública de saúde.Segundo a promotora, atualmente estão faltando 149 leitos nos hospitais credenciados para atender a demanda e apenas 60% das vagas contratadas pelo SUS estão sendo disponiblizadas.Ela sustenta também que a atual falta de leitos implica em maior volume da fila de espera por internações e liberações de exames que, em alguns casos, chegam a demorar um ano.Mais informações: 3218-3100 (Secretaria Municipal da Saúde)