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Famílias de baixa renda podem ter assistência gratuita para construir ou reformar.

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Maringaenses que querem construir ou reformar residência, mas não têm condições de custear os serviços de engenheira civil para a assessoria da obra terão o serviço gratuito caso o projeto de Lei Municipal nº 12507/2012, de autoria do vereador Humberto Henrique (PT), seja sancionado. O texto sobre assistência técnica, que é baseado em legislação federal, já foi aprovado em terceira discussão na Câmara de Maringá e segue para redação final, com previsão de implementação no segundo semestre de 2013.

A nova legislação instituirá o programa municipal de assistência técnica à habitação de interesse social no município. Segundo o vereador, a legislação prevê assistência técnica gratuita por profissionais habilitados, inclusive pelo CREA-PR, no acompanhamento e elaboração de obra para famílias com renda de até três salários mínimos.

“Para reformar, edificar ou ampliar é preciso o acompanhamento de um profissional de engenharia. O projeto quer proporcionar aos maringaenses a oportunidade de construir dentro das normas e evitar notificações”, diz.

Com o projeto, as famílias poderão requerer o serviço junto ao órgão público, que contará com recursos federais.Henrique conta que para disponibilizar os atendimentos, a ideia é firmar parcerias e convênios com entidades representativas para a contratação dos profissionais pelo município. “Uma vez concedido o serviço, o beneficiado deverá obedecer e seguir os padrões estabelecidos pelos profissionais conforme a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), sob risco de perder o benefício”, explica.

O presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), Nivaldo Barbosa, concorda com a parceria junto a entidades de classe e sugere que seja considerada como regra básica para a contratação. Na opinião dele, há preocupação com a remuneração por parte da categoria. “Essa é uma boa maneira de disponibilizar corpo técnico para ajudar famílias necessitadas, desde que seja firmado um acordo sobre remuneração conforme o piso do mercado”.

Na opinião do diretor regional do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Samir Jorge, o projeto adequa a legislação federal à realidade local e serve de exemplo para outras cidades. Além disso, será importante para que os profissionais cumpram uma de suas funções, que é a de fomentar a engenharia pública no Estado. “O projeto, voltado à habitação de interesse social, trará recursos federais para a assistência, a profissão ficará resguardada e o município cumprirá a facilitação do acesso à habitação”.