Faltas em consultas e exames chegam a 28% em Maringá e Saúde pede “empatia” aos pacientes; entenda
Em 2026, quase 8 mil pacientes faltaram nos agendamentos sem aviso prévio. Veja orientações do município.
A Secretaria de Saúde de Maringá divulgou um levantamento de ausência dos pacientes em consultas e exames agendados pela rede municipal, levantando um alerta para a importância dos avisos prévios a fim de manter o fluxo de atendimentos.
Entre janeiro e maio deste ano, 28.116 consultas foram agendadas nas unidades de saúde do município. O número de pacientes que compareceu foi de 20.243. Isso representa uma taxa de falta de 28%, ou seja, a cada dez pacientes, praticamente três faltaram.
Em relação a exames, a Prefeitura agendou, entre janeiro e maio deste ano, 62.054 procedimentos, sendo que 48.402 foram realizados. Neste quesito, a taxa de não comparecimento ficou em 22%.
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, enfatiza que as faltas não comunicadas com antecedência impedem que mais pessoas sejam atendidas.
“Só em relação a consultas, mais de 7,8 mil pacientes faltaram. Os profissionais estavam em seus consultórios aguardando, mas os pacientes não foram e nem avisaram que iriam faltar. Sabendo disso antes, poderíamos chamar os demais que seguem em espera e a fila andaria mais rápido.”
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Aparecido da Silva Castro, diz que o assunto está em discussão nas reuniões dos conselhos.
“Este é um problema muito sério porque o profissional está lá esperando e o paciente não aparece. Estamos pedindo que os pacientes tenham responsabilidade e cumpram o compromisso assumido na hora da confirmação do procedimento. Uma única falta pode prejudicar quem está esperando a oportunidade de ser atendido."
A solicitação de confirmação de presença em procedimentos especializados é feita com antecedência de um a três dias por mensagem de WhatsApp ou por ligação telefônica.
“Imprevistos podem acontecer com todo mundo. Mas quando eles de fato ocorrerem, precisamos exercitar a empatia e ceder o espaço para outra pessoa. É questão de responsabilidade, cidadania e respeito ao próximo”, finaliza o secretário Nardi.
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