Patrimônios de Maringá viram livro escrito coletivamente por alunos da rede municipal
Pesquisas e produções de textos estão em andamento com orientação de professores e da equipe do projeto “A cidade da gente”.
A cidade de Maringá, repleta de lugares, histórias e tradições que orgulham seus moradores, ganhará um livro dedicado ao tema. A obra será escrita por estudantes da rede pública local, que apresentarão seu ponto de vista sobre dez patrimônios materiais, imateriais e ambientais do município.
Intitulado “Maringá – A cidade da gente”, o livro contará com capítulos sobre o Parque do Ingá, a Capela Santa Cruz, a Universidade Estadual de Maringá, as festas populares, entre outros assuntos.
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Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e patrocinado pela Coca-Cola FEMSA, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto é realizado pela Editora Olhares. Serão doados 2.650 exemplares para uso didático na rede pública de ensino.
O desenvolvimento dos conteúdos mobiliza professores e estudantes de cinco escolas municipais: E.M. Ayrton Plaisant, E.M. Campos Salles, E.M. José Galetti, E.M. Odete Ribaroli e E.M. Silvino Dias. Cada escola é responsável por dois capítulos. A produção também envolve um escritor e uma ilustradora profissionais, que conectam as criações dos alunos em uma narrativa coesa.
Entre os dias 6 e 8 de maio, a coordenadora pedagógica do projeto, Giselle Germano, esteve em Maringá para realizar atividades com os participantes.
Sobre o projeto
Idealizado pela Editora Olhares, o projeto “A cidade da gente” existe desde 2025 e já publicou 47 livros sobre patrimônios de cidades brasileiras. Foi vencedor do Prêmio Retratos da Leitura 2019, promovido pelo Instituto Pró-Livro, que reconhece iniciativas de incentivo à leitura.
Cada obra da coleção conta a história de um município a partir de seus patrimônios, transformando os alunos em protagonistas da narrativa. O objetivo é valorizar a memória coletiva, ampliar o senso de identidade e pertencimento das crianças e apoiar o aprendizado com temas locais, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular.
Segundo Giselle Germano, “essa parceria investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizarem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular o aprendizado”.
Produzidos em pequenos e médios municípios, os livros da coleção tornam-se referências de conhecimento, com linguagem acessível mesmo para quem não tem hábito de leitura. Para garantir sua permanência nas escolas, são distribuídos gratuitamente 2.650 exemplares e oferecida formação de professores, estimulando o uso em diferentes disciplinas por várias gerações.