Virada Cultural terá Ana Cañas como atração principal

O show da artista será o único ao vivo da edição

Virada Cultural terá Ana Cañas como atração principal
Ana Cañas foi revelação, em 2007, com o disco de estreia “Amor e Caos”. - Foto: Divulgação

A cantora e atriz paulistana Ana Cañas, 41 anos, é a atração principal da Virada Cultural 2021 que a Prefeitura de Maringá realizará no próximo sábado (4). O evento organizado pela Secretaria de Cultura terá 14 espetáculos entre 8h30 e 22h30. A programação completa será divulgada em breve.

 Ana Cañas se apresentará no Teatro Reviver Mago, na praça Todos os Santos, Zona 2. O show dela será o único ao vivo. A distribuição dos 150 ingressos (um por pessoa na fila) será feita no próprio teatro, entre 10h30 e 18h. 

Ana Cañas foi revelação, em 2007, com o disco de estreia “Amor e Caos”. Tem carreira consolidada hoje, com sete álbuns na discografia, numa mistura entre MPB e pop rock. Possui parcerias com astros da música brasileira como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes e Nando Reis, entre outros. Emplacou músicas em trilhas sonoras de novelas e uma indicação ao Grammy Latino em 2019.

Ela apresentará em Maringá o espetáculo “Ana Cañas Canta Belchior”, que era uma live na pandemia de coronavírus e virou um disco lançado no mês passado, além de vídeos no YouTube. O show terá quase 1h30 de duração, com músicas ao longo da discografia de Belchior. 

ENTREVISTA

Como a pandemia de coronavirus impactou no seu trabalho?

ANA CAÑAS - Impactou não só a minha vida e trabalho. Mas, a classe artística como um todo. O setor parou completamente e muitas pessoas ficaram em situação de vulnerabilidade extrema. Estamos retomando aos poucos e vacinados. Motivo de alegria imensa. Mas, ainda é difícil.

Todos anos a mídia aponta os novos talentos da MPB. Você foi apontada como revelação em 2007 com “Amor e Caos”, seguiu e hoje tem carreira consolidada com sete discos. Como é a Ana Cañas no mercado fonográfico? 

Eu sigo meu coração e sinto que cada disco é um retrato do momento em que vivia e vivo, pessoalmente. A minha atualização vem da própria vida que se apresenta e sugere caminhos. Como esse do Belchior nesse momento.

O que era uma live, virou disco e show. Como surgiu a ideia de cantar Belchior? 

As canções de Belchior estão ainda mais atuais, nesse cenário distópico. Com pitadas de surrealismo, visceralidade, metafísica e filosofia, elas nos traduzem perfeitamente. Eu amo o compositor mas também admiro profundamente o pensador, literato, o ser humano simples e gentil, aguerrido em seu canto torto mas doce quando escolhe "amar e mudar as coisas".

Como seu trabalho pode ajudar na conscientização contra assédio, preconceito e violência de gênero e outras situações assim? 

Djamila Ribeiro diz que uma forma potente de combater a opressão é rompendo silenciamentos. Falar sobre violência de gênero é fundamental para vermos mudanças e acredito que a música ajude na conscientização. Mas, a mudança na estrutura é coletiva e pressupõe alteração nas posições de decisão e poder. Interseccionalmente falando, sempre.

O que você planeja para sua carreira? 

Por enquanto, estamos felizes de retomar a estrada e voltar aos palcos. Vamos iniciar uma turnê linda ano que vem pelo país cantando Belchior. E esse projeto é meu foco nesse momento porque Belchior é um oceano vasto, profundo e há que se mergulhar para alcançar sua poesia!

Prefeitura de Maringá