Entrevista com Akemi Nishimori, candidata à prefeitura de Maringá pelo PL

Dando início à série de entrevistas com os prefeituráveis de Maringá, Akemi Nishimori é a primeira de acordo com a ordem alfabética

Entrevista com Akemi Nishimori, candidata à prefeitura de Maringá pelo PL
As entrevistas consistem em um questionário com 13 perguntas abordando diferentes aspectos e problemáticas da cidade. - Foto: Divulgação

Ciente da importância do papel eleitoral de cada cidadão, o Maringa.Com realizou uma série de entrevistas com os candidatos e candidatas à prefeitura de Maringá. As entrevistas consistem em um questionário com 13 perguntas abordando diferentes aspectos e problemáticas da cidade. Confira as respostas de Akemi Nishimori:

Nome de Urna:
Akemi Nishimori

Nome completo:
Elizabeth Akemi Ueta Nishimori

Data de nascimento:
14 de outubro de 1956

Filiação:
Partido Liberal (PL)

Cargos políticos exercidos:
Nenhum

Qual é a vocação de Maringá (turismo, indústria, educação, etc.) e qual será o foco para explorar e ampliar este perfil que a cidade possui?

Maringá se destaca em muitos segmentos, devido ao polo educacional e econômico, a cidade se sustenta e inclusive já se destacou como a melhor cidade para se viver e criar filhos. A cidade canção é uma cidade completa, com indústrias, ótimos médicos, hospitais, comércio forte e estruturado amparado pela ACIM [Associação Comercial e Empresarial de Maringá], o turismo que se destaca com o apoio da CVB [Convention & Visitors Bureau], dentre outros atributos.

Claro que o momento em que vivemos fez muitos segmentos segurarem o ritmo, mas agora acredito que aos poucos tudo vai se normalizar e os setores econômicos com certeza sairão fortalecidos e vencedores deste impacto mundial. Precisamos de criatividade e resiliência para buscar novas alternativas e soluções, para explorar e ampliar todas as vocações de Maringá. Precisamos de mais incentivos, um trabalho conjunto de toda sociedade civil organizada e gestores para potencializar os benefícios da nossa população.  

Uma reclamação recorrente de quem mora na periferia é de que as ações governamentais ocorrem mais no centro. Se eleita, o que fará em prol da área periférica de Maringá?

Maringá é uma cidade projetada em expansão e com potencial de ser ampliada com atenção, teremos o mesmo tratamento em todos os bairros, todo maringaense merece ser tratado com igualdade, não podemos favorecer apenas o centro e esquecer os bairros mais afastados, afinal todos pagam impostos.

A nossa cidade possui território para explorarmos o desenvolvimento integrando todos os pólos necessários para atender as regiões de Maringá. Também, com relação às comunidades rurais, o nosso Vice-Prefeito é agricultor e para intensificar a atenção ao crescimento da cidade, focalizaremos em tecnologia ao nosso agronegócio.
 
Qual será o principal projeto cultural e como será realizado?

Para a cidade Canção projetos culturais podem ser mais amplos e ousados. Vamos valorizar e incentivar bons projetos de diversas atividades culturais, pois além de elevarmos o nível cultural, vamos dar oportunidades aos nossos artistas e principalmente criaremos ações para fomentar a geração de serviços, renda, turismo, ajudando no âmbito social e no movimento da nossa economia. 

Nos últimos cinco anos, a população em situação de rua dobrou em Maringá. De acordo com a última pesquisa realizada pelo Observatório das Metrópoles, em 2019 o índice foi 27% superior ao ano de 2018 e muitos indivíduos estão nessa situação há menos de um ano. Como o município pode auxiliar para que essas pessoas saiam da situação de rua? 

Creio que seja um dos desafios das administrações municipais, situação altamente complexa. Com possibilidade de agravo. Não há dúvida que estas pessoas merecem toda a nossa atenção e respeito, tanto que temos muitos voluntários fornecendo alimentação, vestimentas, entre outros bens de primeira necessidade dedicando atenção. 

Para auxiliar estas pessoas, primeiro, é preciso classificar e diagnosticar essa população para dar encaminhamento correto para que o problema seja amenizado. Será necessário um trabalho específico e permanente de municipalidade, envolvendo assistentes sociais, psicólogos, policiais, o sistema judiciário, a promotoria local, a câmara de vereadores, além da iniciativa privada em um trabalho conjunto, para que possamos minimizar a situação. 

Uma vontade política, muito esforços, parceria adequadas, dando oportunidade de emprego, qualificação, mão de obra e serviços, com a parceria, auxílio e compreensão dos governos municipal, estadual e federal. Acredito que este será o caminho. 

Após dois anos consecutivos em primeiro lugar como a melhor cidade do Brasil, Maringá caiu de posição e se encontra em segundo lugar no ranking “Desafios da Gestão Municipal (DGM)” que analisa quatro setores fundamentais: saúde, educação, segurança e saneamento e sustentabilidade. Na sua opinião, quais medidas deveriam ser tomadas para Maringá recuperar a liderança? 

Acredito que todos os setores descritos acima são essenciais e de suma importância para a sociedade, necessitando de maior atenção e cuidado. Entretanto, após estudos, levantamento e análise de nossa realidade frente a pandemia, precisamos investir com prioridade no setor da saúde, avançando e investindo em informatização, capacitação dos profissionais e adequação dos setores. Lembrando que também vamos dar a devida atenção para melhorar a educação, segurança , saneamento, sustentabilidade e também outras áreas que o município necessite.

A pandemia do Coronavirus acarretou uma crise no mercado formal em Maringá. De acordo com dados do Ministério da Economia, cerca de 9,5 mil maringaenses solicitaram o seguro-desemprego entre abril e junho de 2020. Este foi o maior patamar trimestral da série histórica, desde o ano 2000. De que maneira a prefeitura poderia amenizar esses números e quais seriam as medidas adotadas? 

Incentivo às pequenas e médias empresas que mais sofreram com os impactos da pandemia e àqueles que possuem menores incentivos por parte de ações do Governo Federal. Neste momento, deveremos estar solidários, integrando as associações empresariais, comerciais, câmara de vereadores, sindicatos e gestores para definir ações eficientes para o setor.

O Plano de Mobilidade de Maringá, o PlanMob, tem como principal objetivo estabelecer um trânsito menos poluente, com maior qualidade no transporte coletivo e viabilidade para o uso de bicicletas como meio de transporte. Considerando a realidade maringaense, quais destes fatores seria o principal obstáculo a ser superado para a implementação do PlanMob de modo efetivo? 

O nosso objetivo não está em focar nos obstáculos dos projetos e sim, em descobrir soluções e resultados eficientes para a implantação de planos que beneficiem a nossa população. Para que uma cidade humanizada possua mobilidade urbana adequada, é necessário considerar os custos da infraestrutura, os custos diretos e indiretos, classificar os grandes poluentes, propondo evolução e modernidade em nossa gestão. Teremos diversas iniciativas que proporcionem alternativas para o transporte maringaense, buscando a qualidade de vida do cidadão de forma eficiente.

Na sua opinião, qual é o principal problema a ser resolvido em Maringá? E como pretende resolvê-lo?

Diante da atual situação, sem dúvidas, hoje é a saúde. A saúde é primordial para o trabalho e qualidade de vida de todos. Percebemos a fragilidade e a necessidade de um olhar atento, cuidadoso e humano para a saúde do nosso município, necessitando de comprometimento e compromisso para assegurar um serviço de excelência, garantindo o atendimento de respeito e qualidade as necessidades do cidadão maringaense.

CANDIDATOS –  O intuito da série de entrevistas é fazer com que o público conheça um pouco mais sobre os candidatos, suas opiniões e propostas. Confira a data de postagem de cada matéria. A ordem estabelecida é alfabética:

  • Akemi Nishimori - PL (5 de outubro)
  • Anníbal Bianchini - PTC (6 de outubro)
  • Audilene Rocha - Progressistas (7 de outubro)
  • Carlos Mariucci - PT (8 de outubro)
  • Dr. Batista - DEM (9 de outubro)
  • Eliseu Fortes - Patriota (12 de outubro)
  • Evandro Oliveira - PSDB (13 de outubro)
  • Homero Marchese - Pros (14 de outubro)
  • José Luiz Bovo - Podemos (15 de outubro)
  • Professor Edmilson Aparecido da Silva - PSOL (16 de outubro)
  • Rogério Calazans - Avante (19 de outubro)
  • Ulisses Maia - PSD (20 de outubro)
  • Valdir Pignata - Cidadania (21 de outubro)
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